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Oxfam diz que Brasil é um dos maiores destinos de pesticidas vetados na UE

Relatório aponta que seis dos dez produtos mais vendidos no país são proibidos no bloco; Ministério da Agricultura foi procurado.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 17 de outubro de 2026 às 17:10 · 2 min de leitura

Um relatório da Oxfam afirma que o Brasil está entre os maiores importadores de pesticidas proibidos para uso na União Europeia. A organização critica o fato de países do bloco restringirem determinadas substâncias internamente enquanto empresas europeias continuam autorizadas a produzi-las e exportá-las. O Ministério da Agricultura foi procurado pela Agência Brasil e, até a publicação da reportagem, não havia respondido.

Segundo a análise, em 2024 os Estados-membros da União Europeia exportaram quase 122 mil toneladas de pesticidas proibidos no bloco, mais do que o dobro do volume de 2018. O relatório diz que 93 países importam esses produtos, sendo 75% deles de baixa ou média renda no Sul Global. A Oxfam classifica esse quadro como um padrão desigual de transferência de riscos.

No Brasil, os chamados agrotóxicos altamente perigosos corresponderiam a 49% dos produtos vendidos, segundo a organização. Na Alemanha, a proporção citada é de 12%. O relatório também aponta que seis dos dez pesticidas mais vendidos no país são proibidos na União Europeia. Os dados são atribuídos à análise da Oxfam e devem ser lidos dentro dos critérios e da metodologia usados pela entidade.

A organização relaciona o uso intensivo a grandes monoculturas voltadas à exportação, como soja, café e cana-de-açúcar. O documento aponta possível exposição de trabalhadores rurais, comunidades próximas e ambientes agrícolas. Também destaca concentração econômica: quatro empresas responderiam por 61% do mercado global de pesticidas e teriam obtido cerca de 2,7 bilhões de euros com a venda de produtos classificados como altamente perigosos.

O relatório pede que a União Europeia interrompa exportações de substâncias que proíbe internamente. A discussão envolve regras de comércio, registro de produtos e proteção da saúde e do ambiente. A reportagem não apresenta manifestação do governo brasileiro sobre os números; por isso, os dados e conclusões centrais permanecem atribuídos à Oxfam.

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