Reino Unido avalia ampliar licença anual de TV a usuários de streaming
O governo do Reino Unido estuda ampliar a cobrança da licença anual de televisão para alcançar pessoas que assistem a conteúdos em serviços de streaming, incluindo Netflix e YouTube. A proposta ainda está em discussão e não foi aprovada como regra. Hoje, a taxa é exigida de quem assiste a transmissões de TV ao vivo ou usa o BBC iPlayer.
A licença custa 180 libras por ano, segundo dados citados pelo Tecnoblog, e é uma das principais fontes de financiamento da BBC. O jornal britânico The Independent informou que a ampliação poderia incluir de 3 milhões a 4 milhões de domicílios adicionais. O valor em reais divulgado em conversão direta não considera variações cambiais ou condições tributárias brasileiras.
A discussão ocorre em meio à queda no número de licenças ativas e à pressão sobre as finanças da emissora pública. No ano fiscal de 2025/2026, a BBC registrou déficit operacional de 121 milhões de libras. Cerca de 539 mil licenças deixaram de ser renovadas no período de 12 meses encerrado em 31 de março, e a redução acumulada nos últimos cinco anos chega a aproximadamente 2 milhões de pagantes, conforme os números publicados.
A proposta busca adaptar a forma de financiamento da BBC a hábitos de consumo que migraram para plataformas digitais. Ainda não há detalhes definitivos sobre quem seria incluído, como a cobrança seria aplicada ou quando poderia começar. Idosos com 75 anos ou mais podem ter isenção, e há descontos para pessoas com deficiência visual sob as regras atuais.
A discussão é chamada informalmente de “taxa do YouTube”, mas esse rótulo simplifica uma política que pode envolver vários serviços e tipos de conteúdo. Como a medida não foi aprovada, usuários de streaming no Reino Unido não devem presumir que já precisam pagar por esse motivo. A decisão dependerá do debate público e de mudanças legais ou regulatórias anunciadas pelo governo.