Ataques russos atingem cidades ucranianas e ampliam risco à infraestrutura civil
A Rússia intensificou nas últimas semanas ataques com mísseis e drones contra Kiev e outras cidades ucranianas, atingindo estruturas como escolas, hospitais, hotéis, centros de dados, trens e pontes, segundo reportagem da BBC reproduzida pelo G1. Moradores relatam que os alertas e bombardeios passaram a afetar a rotina urbana mesmo longe das linhas de frente.
Entre os episódios citados, drones danificaram lojas próximas a Kiev em 30 de setembro. No dia seguinte, um drone atingiu uma escola no distrito de Solomianskyi, na capital. Em 8 de outubro, outro ataque atingiu o terreno de uma escola e jardim de infância na região de Bucha. A reportagem também descreve ataques contra pontes sobre o rio Dnipro e infraestrutura de transporte.
O Ministério da Defesa russo afirma que os edifícios atingidos eram usados para produzir ou armazenar armamentos e diz que as forças do país miram instalações militares e da indústria de defesa. Autoridades ucranianas contestam essa caracterização. O comissário de Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia informou que 15.280 civis foram mortos ou feridos entre janeiro e agosto deste ano, número 55% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
A reportagem cita ainda um ataque no início de outubro que, segundo o presidente Volodymyr Zelensky, matou ao menos 25 pessoas, entre elas crianças. Os números e as atribuições de responsabilidade são apresentados por autoridades envolvidas no conflito e podem ser difíceis de verificar de forma independente em tempo real.
Especialistas ouvidos pela BBC dizem que a frequência dos ataques interfere na abertura de escolas, no funcionamento de empresas e na sensação de segurança dos moradores. A descrição de uma mudança de estratégia é uma análise sobre alvos e efeitos, não uma declaração formal do Kremlin. A situação permanece em evolução, e informações sobre vítimas e danos dependem de novas verificações das autoridades e organizações independentes.