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INPE registra queda no desmatamento estimado da Amazônia

Levantamento do Prodes aponta 3.335 km² de área desmatada no período analisado, redução de 42% ante o ciclo anterior; o Cerrado também recuou.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 08:00 · 2 min de leitura

O sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, estimou em 3.335 quilômetros quadrados a área de desmatamento na Amazônia no período mais recente divulgado. O número representa uma redução de 42% em relação ao ciclo imediatamente anterior, de acordo com os dados apresentados na reportagem do Olhar Digital. O levantamento acompanha a supressão de vegetação por imagens de satélite e serve como uma das principais referências oficiais para monitorar a floresta.

O Prodes aproveita imagens do período mais seco do ano, quando a menor cobertura de nuvens facilita a observação por satélite. A estimativa é produzida com metodologia própria de monitoramento e deve ser lida como um indicador de área desmatada, não como contagem de todos os tipos de degradação florestal. A comparação entre ciclos precisa considerar o intervalo e os critérios usados na medição.

A reportagem informa que o Cerrado também teve queda no período: a área de vegetação nativa suprimida foi calculada em 5.517 quilômetros quadrados, cerca de 24% abaixo do ciclo anterior. Segundo o texto, esse resultado é o menor da série histórica do bioma iniciada em 2001. Amazônia e Cerrado têm características ecológicas distintas, portanto seus números não devem ser somados como se fossem uma única floresta.

O governo federal mantém a meta de eliminar o desmatamento até 2030. A publicação relaciona o resultado a ações de monitoramento, fiscalização e decisões de política ambiental, mas a variação anual sozinha não permite atribuir a queda a uma causa única. O indicador mostra a dimensão estimada da mudança e oferece uma base para acompanhar os próximos períodos.

A continuidade da série e a divulgação dos dados técnicos pelo INPE ajudam a avaliar se a redução se mantém e em quais áreas a pressão sobre a vegetação continua. Os números divulgados não significam que o desmatamento tenha sido eliminado: o sistema ainda registrou milhares de quilômetros quadrados de perda. A leitura do dado exige observar tanto a diminuição percentual quanto a área absoluta que permanece sob pressão.

Fontes consultadas
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