Cultura

Pesquisa aponta desigualdade no acesso a cinemas e atividades culturais

Estudo do Observatório da Fundação Itaú destaca custo de ingresso, deslocamento e segurança; demanda por acesso gratuito lidera sugestões.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 16:00 · 1 min de leitura

Uma pesquisa sobre hábitos culturais no Brasil aponta diferenças de acesso relacionadas à renda e à escolaridade. Nos 12 meses anteriores ao levantamento, 63% das pessoas das classes A e B tinham ido ao cinema, ante 18% nas classes D e E. O estudo foi divulgado pelo Observatório da Fundação Itaú e mostra que custo de ingresso, deslocamento e medo da violência estão entre os fatores que dificultam a participação presencial.

Entre as sugestões apresentadas pelos entrevistados, a ampliação de atividades culturais gratuitas aparece como prioridade. Um terço da população consultada pediu a criação de mais equipamentos ou instituições públicas, como museus, teatros e cinemas. Outros 28% apontaram a necessidade de reformar, ampliar ou modernizar espaços existentes, enquanto 26% defenderam financiamento e incentivo à produção cultural independente.

A coordenadora do Observatório, Ana Maria Cardoso, ressaltou que as diferenças de frequência não significam que pessoas de menor renda valorizem menos a cultura. A pesquisa identifica barreiras materiais e sociais que podem limitar a participação, mesmo quando há interesse. Cerca de metade das pessoas que frequentam atividades culturais informou gastar R$ 100 por mês nesse tipo de lazer.

O acesso depende também de transporte, horários, oferta de atividades perto de casa e percepção de segurança. Ingressos gratuitos podem ajudar, mas não resolvem sozinhos a distância, a falta de divulgação ou a ausência de espaços acessíveis. Políticas culturais envolvem manutenção de equipamentos, apoio a artistas e ações para públicos diversos.

O levantamento oferece evidências para gestores e instituições planejarem iniciativas, mas percentuais devem ser lidos conforme metodologia e perfil da amostra. A demanda por gratuidade aponta uma prioridade social, não uma solução única. Bibliotecas, centros culturais, cinemas públicos e programas itinerantes podem ampliar oportunidades quando combinados com transporte e programação adequada às comunidades.

Fontes consultadas
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