Política

Lua se afasta da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano, medem cientistas

Medições a laser de refletores deixados na superfície explicam o movimento gradual; a mudança não oferece risco imediato ao planeta.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 15:00 · 2 min de leitura

A Lua está se afastando da Terra a uma taxa média de cerca de 3,8 centímetros por ano. Cientistas medem essa mudança com a técnica de lunar laser ranging: pulsos de luz são enviados da Terra a refletores instalados na superfície lunar e o tempo de retorno permite calcular a distância com grande precisão.

Os refletores usados nas medições foram deixados por missões Apollo e por sondas espaciais. O método fornece dados ao longo de décadas, permitindo observar mudanças muito pequenas na órbita. A taxa atual é comparável ao crescimento anual de uma unha, mas o movimento acumulado ao longo de milhões de anos altera a relação entre o planeta e seu satélite.

A causa está ligada às marés. A gravidade da Lua puxa os oceanos e cria elevações de água que não ficam exatamente alinhadas com a posição lunar porque a Terra gira mais rápido que a órbita da Lua. Essa defasagem gera forças gravitacionais que transferem parte da energia da rotação terrestre para a órbita lunar. A rotação da Terra desacelera gradualmente, enquanto a órbita da Lua se amplia.

O afastamento não significa que a Lua esteja prestes a escapar da gravidade terrestre. A taxa também não é necessariamente constante por todo o futuro: interações gravitacionais e mudanças nos oceanos influenciam a dinâmica. O processo ocorre em escalas de tempo muito maiores que uma vida humana.

A mudança pode afetar eclipses em um futuro distante. À medida que a distância aumenta, o tamanho aparente da Lua no céu diminui; em centenas de milhões de anos, ela não cobrirá completamente o Sol durante eclipses totais. Isso não representa um risco imediato para a vida na Terra. As medições são importantes para compreender a evolução do sistema Terra-Lua, a duração do dia e a dinâmica das marés, além de testar modelos de gravidade com observações muito precisas.

Fontes consultadas
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