Política

Doenças cardiovasculares causam cerca de 1,2 mil mortes por dia no Brasil

Plataforma da Sociedade Brasileira de Cardiologia reúne registros e projeções; a entidade ressalva que cenários futuros dependem da evolução dos fatores de risco.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 12:00 · 1 min de leitura

Doenças cardiovasculares provocam, em média, cerca de 1.194 mortes por dia no Brasil, segundo dados do Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O indicador equivale a aproximadamente 50 mortes por hora ou uma a cada 72 segundos. A entidade lançou um painel que organiza séries históricas e estimativas para acompanhar o impacto dessas doenças no país.

O Hub usa dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, e estimativas epidemiológicas do estudo Global Burden of Disease de 2023. Para calcular taxas com registros brasileiros, também são usadas estimativas populacionais do DataSUS e do IBGE. O painel reúne dados observados entre 2000 e 2024 e apresenta projeções para os anos seguintes.

Uma projeção citada pela SBC estima que, mantida a tendência das últimas duas décadas, as mortes anuais podem passar de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030, alta de 10,8%. Esse cenário não é uma previsão certa: o próprio coordenador da plataforma, o cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, ressalta que mudanças no diagnóstico, no tratamento, nos fatores de risco e nas políticas públicas podem alterar o resultado.

Os registros também mostram redução da taxa de mortalidade: em 2024, foram 195 óbitos por 100 mil habitantes, ante 306,4 por 100 mil em 2000, queda de 36%. A média nacional esconde diferenças entre estados e grupos populacionais, que a ferramenta permite explorar.

A SBC aponta controle da hipertensão e do diabetes, redução do tabagismo, combate ao sedentarismo e à obesidade e atendimento rápido a infarto e acidente vascular cerebral como áreas relevantes de prevenção. São medidas de saúde pública e acompanhamento profissional; os dados não servem para diagnosticar uma pessoa. O painel permite visualizar tendências e reforça que a trajetória depende tanto das condições individuais quanto do acesso a cuidado e prevenção.

Fontes consultadas
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