Política

Rio cria reserva marinha que combina conservação, pesca artesanal e turismo

Unidade Urupirá se estende de Guaratiba ao Recreio e prevê participação de comunidades pesqueiras na gestão dos ecossistemas costeiros.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 13:00 · 1 min de leitura

O estado do Rio de Janeiro criou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá, na zona oeste da capital. A unidade se estende da ilhota do Frade, em Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio. O modelo busca conservar ecossistemas marinhos e costeiros sem excluir atividades tradicionais, como pesca artesanal e turismo sustentável.

Uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável prevê proteção ambiental junto com a permanência de comunidades que dependem do território. Segundo o projeto Ilhas do Rio, organização da sociedade civil que participou da criação, comunidades pesqueiras poderão participar da gestão. Estão previstos monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, pesquisas científicas, educação ambiental, fiscalização e organização do ecoturismo.

A iniciativa também foi apresentada como contribuição às metas globais conhecidas como 30 por 30, acordadas na Convenção sobre Diversidade Biológica: proteger 30% da superfície terrestre, do mar e das águas interiores até 2030. O secretário estadual do Ambiente afirmou que o estado já alcançou a meta na parte terrestre e que a proteção das águas segue como desafio.

Estudos técnicos realizados antes da criação da unidade identificaram ecossistemas e espécies que justificam conservação. O regime de uso deve equilibrar a proteção da biodiversidade com a renda e as práticas de moradores locais. A gestão compartilhada pode ajudar a identificar mudanças na pesca e na visitação, mas exige fiscalização, regras claras e recursos contínuos.

A criação da reserva formaliza uma área protegida; os resultados ambientais dependem da implementação do plano de manejo e da participação das comunidades. Pescadores, pesquisadores e visitantes devem acompanhar as normas que serão publicadas para cada atividade. A proposta busca fortalecer a biodiversidade e manter oportunidades econômicas de baixo impacto numa faixa costeira importante para a cidade.

Fontes consultadas
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