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Pesquisa aponta uso de IA generativa por 85,8% de profissionais japoneses de games

Levantamento preliminar reuniu 1.349 respostas; diferenças de amostra impedem comparação direta com a pesquisa setorial de 2025.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 13:00 · 1 min de leitura

Uma prévia do Relatório da Indústria de Videogames de 2026, da associação japonesa CESA, indica que 85,8% dos profissionais consultados usam ferramentas de inteligência artificial generativa no desenvolvimento de jogos. O levantamento reuniu cerca de 1.349 respostas válidas de pessoas ligadas a empresas do setor, incluindo profissionais de companhias como Capcom, Sega, Level-5 e Konami.

Entre os participantes, 63% disseram usar IA diariamente e 22,8% afirmaram recorrer às ferramentas ocasionalmente. Os benefícios mais citados foram aumento de produtividade, redução do tempo de desenvolvimento e diminuição de custos. A prévia divulgada durante a Tokyo Game Show ainda não detalha quais tarefas concentram a adoção neste ano.

Uma pesquisa de 2025 da CESA havia apontado uso em 51% das empresas consultadas, com aplicações em criação de imagens, textos, conteúdo narrativo e apoio à programação. A comparação com o novo resultado exige cautela: as amostras e os públicos são diferentes, então a variação percentual não demonstra, por si só, uma expansão exata de 34,8 pontos no setor.

O uso de ferramentas generativas pode acelerar tarefas repetitivas ou ajudar a produzir protótipos, mas não elimina a necessidade de revisão profissional. Estúdios também precisam considerar direitos autorais, qualidade, segurança dos dados e transparência sobre o material produzido. A adoção pode variar entre equipes, funções e empresas, e a pesquisa não mede diretamente o efeito sobre empregos ou a qualidade dos jogos.

A CESA prevê publicar o relatório completo em dezembro. Até lá, os números devem ser tratados como um retrato preliminar dos respondentes, e não como um censo de toda a indústria japonesa. O levantamento oferece uma visão do interesse do setor por IA, mas questões de propriedade intelectual, treinamento de modelos e supervisão humana continuam em debate.

Fontes consultadas
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