Política

Desmatamento recua na Amazônia e no Cerrado e atinge mínimas das séries

Dados divulgados pelo governo apontam quedas de 41,8% e 23,8% em um ano; especialistas destacam a necessidade de manter fiscalização e cooperação local.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 12:00 · 1 min de leitura

O desmatamento caiu 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado em um ano, segundo números divulgados pelo governo federal. Com as reduções, as extensões registradas nos dois biomas ficaram nos menores níveis das séries históricas citadas no anúncio. Os resultados foram apresentados por autoridades ambientais e se referem ao período de monitoramento mais recente.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, atribuiu o resultado a três frentes: políticas orientadas por dados científicos, participação da sociedade e cooperação entre União, estados e municípios. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também destacou a coordenação entre ministérios e a atuação conjunta de diferentes níveis de governo.

Entre as medidas mencionadas estão operações da Polícia Federal, quase 8 mil inquéritos instaurados por crimes ambientais entre 2023 e 2026, a criação de 18 unidades de conservação e a homologação de 20 terras indígenas. Esses números foram apresentados pelo Executivo como parte do esforço de fiscalização e proteção. Um balanço anual não isola o efeito de cada política, mas permite acompanhar a tendência observada.

A redução também tem dimensão econômica. O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que a conservação pode facilitar o acesso do agronegócio brasileiro a mercados internacionais, inclusive em locais que impõem exigências sobre a origem de produtos e o desmatamento. A relação entre comércio e proteção ambiental depende de regras específicas, rastreabilidade e fiscalização dos fornecedores.

Os percentuais se referem a taxas de variação e não significam que o desmatamento tenha sido eliminado. A continuidade dos resultados depende de fiscalização, prevenção de incêndios, alternativas econômicas sustentáveis e proteção de áreas públicas e territórios tradicionais. Para interpretar os dados, é importante considerar a metodologia e o período de cada série, além de acompanhar futuras divulgações dos órgãos responsáveis pelo monitoramento.

Fontes consultadas
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