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Rio cria reserva marinha de 3 mil hectares na Zona Oeste

Unidade entre Guaratiba e Recreio pretende proteger ecossistemas e manter atividades como pesca artesanal e turismo sustentável.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 18:00 · 2 min de leitura

A cidade do Rio de Janeiro ganhou uma reserva de desenvolvimento sustentável marinha com cerca de 3 mil hectares. A unidade estadual fica na Zona Oeste e se estende da ilhota do Frade, em Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio. A área reúne ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos que servem de habitat para espécies da fauna e da flora, inclusive algumas ameaçadas.

A proposta combina conservação com atividades econômicas locais. Entre os objetivos anunciados estão proteger ecossistemas costeiros e manter condições para a pesca artesanal e o turismo sustentável. Esse modelo procura reconhecer que comunidades já vivem e trabalham na região, estabelecendo regras para compatibilizar o uso dos recursos com a preservação ambiental.

A criação da unidade também é apresentada pelo governo estadual como contribuição para as metas de conservação conhecidas como 30x30. A iniciativa internacional prevê proteger 30% da superfície terrestre, dos mares e das águas interiores até 2030. A meta foi estabelecida no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, durante a COP15 realizada em Montreal, em 2022.

A reserva fica em uma área de grande diversidade marinha e costeira. A proteção pode ajudar a preservar locais de reprodução e alimentação de espécies e dar mais previsibilidade a usos tradicionais, desde que os planos de manejo definam com clareza os limites e as atividades permitidas. A criação formal é um primeiro passo; fiscalização, participação comunitária e monitoramento são necessários para que a unidade cumpra os objetivos.

Para pescadores e operadores de turismo, a mudança pode significar novas regras, mas também uma oportunidade de integrar conservação e renda. A Agência Brasil informa que a ideia é fortalecer a pesca artesanal e o turismo sustentável, sem detalhar neste texto todas as normas operacionais. Moradores e visitantes devem acompanhar os comunicados oficiais sobre a gestão da reserva e respeitar as restrições que venham a ser estabelecidas.

Fontes consultadas
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