Professora usa inteligência artificial para aproximar alunos de seus projetos de futuro
Uma professora de Campinas, no interior de São Paulo, usou ferramentas de inteligência artificial para ajudar alunos a imaginar como poderiam estar no futuro exercendo as profissões que escolheram. A atividade foi feita com 31 estudantes de 9 e 10 anos do quarto ano do ensino fundamental e ganhou repercussão nas redes sociais.
Giovanna Macedo contou à Agência Brasil que partiu de fotos dos alunos e das respostas que eles deram à pergunta sobre o que gostariam de ser quando crescessem. As profissões imaginadas incluíram jogador de futebol, astronauta, veterinária, bailarina, cantor e artista. A professora disse que queria valorizar as crianças e mostrar que alguém acredita no potencial delas.
A experiência ilustra como recursos generativos podem criar materiais visuais para uma aula, mas também levanta cuidados importantes. Imagens de crianças são dados pessoais. Escolas e educadores precisam considerar autorização dos responsáveis, regras da instituição, segurança do armazenamento e o que será publicado em redes sociais. Uma atividade criativa não deve expor estudantes sem consentimento nem permitir que imagens sejam reutilizadas fora do contexto previsto.
A docente afirmou que ainda não teve capacitação formal em inteligência artificial e que usa as ferramentas de forma intuitiva. O relato aponta uma necessidade mais ampla: formação para que professores avaliem resultados, protejam dados e escolham quando a tecnologia realmente ajuda no aprendizado. Uma imagem convincente pode conter erros, e os alunos precisam compreender que se trata de uma criação computacional, não de uma previsão sobre a vida deles.
Em sala de aula, projetos desse tipo podem abrir conversas sobre interesses, autoestima e possibilidades profissionais. O valor pedagógico depende do planejamento, da participação voluntária e do espaço para que cada criança escolha como quer aparecer. A experiência de Campinas é um exemplo individual, não uma avaliação de eficácia para todas as escolas. O debate sobre IA na educação inclui criatividade, privacidade, acessibilidade e preparo dos profissionais.