Warner e Paramount vão juntar seus estúdios de games em uma só área

As divisões de games da Warner Bros. Discovery e da Paramount serão reunidas em uma única unidade. A decisão faz parte da reorganização conduzida pela Skydance depois da conclusão da compra da Warner pela Paramount, operação avaliada em US$ 111 bilhões.
A nova área ficará sob o comando de Tony Driscoll, presidente do Paramount Games Studio, que acumulará a função com suas atribuições de estratégia corporativa e desenvolvimento na Skydance.
O memorando, e o que ele diz sobre a estratégia
O anúncio foi feito por Andy Gordon, presidente da Skydance, em memorando interno obtido pela revista Variety. Segundo o executivo, as divisões de games e experiências das duas empresas serão combinadas para cuidar de projetos baseados nas propriedades intelectuais de ambos os grupos.
"Estamos investindo em nossos futuros motores de crescimento junto às nossas principais ambições em TV, cinema e venda direta ao consumidor: jogos, experiências, produtos de consumo e publicações", afirmou Gordon.
A frase é reveladora da lógica do negócio. Games aparecem ali não como um negócio à parte, mas como uma das formas de explorar personagens e marcas que a empresa já possui — a mesma coleção que alimenta filmes, séries e parques.
Gordon citou especificamente oportunidades relacionadas à DC Comics, que entrou no pacote junto com a Warner.
Quem fica na estrutura
Além de Driscoll, a nova configuração terá Josh Silverman como presidente de produtos e publicação globais. Jim Sterner continua como diretor de recursos humanos e Jose Turkienicz permanece como presidente de operações globais.
O Paramount Games Studio foi criado neste ano e reúne propriedades da Paramount com os estúdios Skydance Interactive e Skydance New Media.
"Decisões difíceis" pela frente
A reorganização dos games faz parte de uma integração mais ampla que, segundo o CEO David Ellison, exigirá "decisões difíceis" e mudanças na estrutura das empresas.
A expressão costuma ter um significado concreto em fusões desse porte: quando duas companhias se juntam, áreas equivalentes passam a existir em duplicidade — dois times de publicação, duas estruturas de operação, dois conjuntos de contratos com estúdios terceirizados. A consolidação dessas áreas é justamente onde cortes acontecem.
Para quem joga, o efeito prático de uma mudança assim raramente aparece no curto prazo. Jogos em desenvolvimento têm ciclos de anos, e uma troca de comando costuma se manifestar bem depois — em quais projetos recebem sinal verde, quais são cancelados e quais marcas voltam a ser exploradas.
O ponto de atenção aqui é o tamanho do acervo envolvido. Com a aquisição, um único grupo passa a controlar marcas que vão da DC a franquias históricas de cinema, e decidir sozinho quando e como cada uma delas vira jogo.
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