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Vazamento aponta chip de 3 nm no PlayStation 6 portátil da Sony

Documento citado pelo canal Moore's Law Is Dead indica que a Sony escolheu um processo mais caro e mais eficiente para o aparelho de mão. O preço segue sendo o obstáculo.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 14:01 · 2 min de leitura
Vazamento aponta chip de 3 nm no PlayStation 6 portátil da Sony
Jogador com um controle de PlayStation 5 — Foto: InclusiveGameLab/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

⚠️ Esta matéria trata de um vazamento, não de um anúncio. Nada do que está abaixo foi confirmado pela Sony, que até aqui não comentou publicamente nem a existência de um PlayStation 6 portátil nem suas especificações.

Segundo o canal Moore's Law Is Dead, que afirma ter tido acesso a um documento interno, a versão portátil do PlayStation 6 usaria o processo de fabricação N3P, de 3 nanômetros, para produzir uma APU de codinome "Canis". O mesmo documento citaria a APU "Gainesboro", atribuída a um suposto Steam Deck 2, usando o mesmo processo.

Para os consoles de mesa — o PlayStation 6 e um aparelho chamado "Helix", com a APU "Magnus" —, o documento indicaria o processo N3C, a variante de 3 nanômetros mais barata e voltada à produção em massa, embora menos eficiente.

Por que a diferença entre N3P e N3C importa

Para quem só quer jogar, nomes de processo de fabricação não dizem nada. Mas a escolha revela a prioridade da empresa.

O N3P é mais caro que o N3C e entrega melhor eficiência energética — isto é, mais desempenho por watt consumido. Num aparelho ligado na tomada, isso importa pouco. Num portátil, é quase tudo: define quanto tempo a bateria dura e, principalmente, quanto calor precisa ser dissipado.

E é o calor que explica o formato dos portáteis atuais. Com poucas exceções, os aparelhos de mão modernos são grandes e volumosos justamente por causa das exigências de refrigeração. Um chip mais eficiente permite um aparelho menor e mais leve — que é, afinal, o ponto de ser portátil.

Se o vazamento estiver correto, a leitura é que a Sony estaria disposta a gastar mais na fabricação para resolver esse problema.

A volta da Sony ao mercado de portáteis

A empresa abandonou o segmento depois do PlayStation Vita e assistiu de fora ao sucesso do Nintendo Switch original e do Steam Deck, da Valve — dois aparelhos que mostraram que havia demanda e que a concorrência não tinha resposta pronta.

Agora, enquanto a Nintendo aposta firme no Switch 2, a Sony parece levar a sério a ideia de voltar com uma experiência portátil de peso.

O obstáculo continua sendo o preço

Aqui está o ponto que nenhum chip resolve. A possibilidade de o aparelho custar US$ 600 parece descartada, segundo o relato — o que significa que há boas chances de ele sair mais caro do que muita gente espera.

E o contexto brasileiro é duro. Os preços atuais dos concorrentes já assustam:

  • Nintendo Switch 2 — R$ 4.299,00
  • ROG Xbox Ally — R$ 4.674,15
  • Lenovo Legion Go S — R$ 6.599,12
  • Steam Deck — R$ 6.699,99

A alta no preço da memória RAM afetou todos eles. Em um mercado em que o aparelho de entrada já passa dos quatro mil reais, a pergunta deixa de ser se a Sony consegue fazer um bom portátil e passa a ser quanto do público brasileiro conseguiria comprá-lo.

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