Política

TSE dá 24 horas para remover vídeo falso sobre ato na Paulista

Decisão alcança Flávio Bolsonaro e aliados; ministro negou a multa solicitada e encaminhou o caso para análise do plenário.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 11:15 · 2 min de leitura
TSE dá 24 horas para remover vídeo falso sobre ato na Paulista
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção de publicações que associam um vídeo de suposto uso de droga ao ato pró-Lula na Avenida Paulista. Segundo a Agência Brasil, o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para excluir o material de perfis de Flávio Bolsonaro e de aliados.

A decisão atendeu parcialmente a um pedido da campanha de Lula. O magistrado considerou que a montagem pode induzir o eleitor ao erro, mas não aplicou a multa solicitada pela defesa do presidente.

Imagens de origens diferentes

O material mistura registros genuínos da manifestação com uma gravação de uma mulher de cabelo vermelho cheirando um pó branco. A campanha de Lula informou que esse trecho foi feito no Chile e já circulava antes do ato brasileiro.

Essa combinação cria uma associação entre imagens que não têm a mesma origem. A descrição do conteúdo não permite afirmar que a mulher participou da manifestação ou identificar a substância apenas pela aparência no vídeo.

As ordens de remoção alcançam os perfis do candidato Flávio Bolsonaro, de Carlos Bolsonaro, de Pablo Marçal e de Rony Gabriel, conforme a cobertura. O prazo informado é o previsto na decisão e não uma comprovação de que todos já cumpriram a determinação.

Plataforma e próximos passos

Bellizze também determinou que a Meta remova o vídeo do perfil sociedadeemfatos se o responsável não o excluir. A ordem inclui o envio de informações sobre quem administra a página.

O processo deverá ser examinado pelo plenário do TSE. Por isso, a medida de retirada deve ser distinguida de uma decisão final sobre outras consequências que possam ser discutidas no caso.

A Agência Brasil informou ter procurado os citados e mantido espaço para suas manifestações. A reportagem consultada não traz resposta deles sobre a determinação, o que não autoriza atribuir uma posição que não tenha sido divulgada.

O episódio reforça a necessidade de verificar a origem de imagens usadas em conteúdos eleitorais. Nesta decisão, o problema identificado foi a associação enganosa entre uma gravação estrangeira e um ato ocorrido no Brasil, com potencial de alterar a interpretação do público.

Fontes consultadas
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