Trump anuncia exploração de petróleo na Groenlândia; ilha não comenta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que uma exploração "em grande escala" de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na Groenlândia, segundo a Agência Brasil. Ele divulgou a mensagem em sua plataforma Truth Social, sem citar nenhum acordo específico ou projeto concreto. O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia se recusou a comentar.
O que Trump escreveu
Trump descreveu a ilha dinamarquesa do Ártico como "nossa nova e bela Groenlândia" e elogiou o que chamou de ganhos dos EUA com um acordo de segurança assinado em setembro. Segundo ele, há especialistas que afirmam que a quantidade de petróleo de fácil acesso na ilha é maior que a de praticamente qualquer outro território.
Ele também escreveu que "qualquer ataque futuro aos Estados Unidos terá que passar pela Groenlândia" e que a localização dá aos americanos "tempo, localização e linha de visão como em nenhum outro lugar do mundo".
O que o acordo de setembro prevê
Dinamarca, Estados Unidos e Groenlândia fecharam no mês passado um acordo de 10 páginas que abriu caminho para duas novas bases militares e para o sistema de defesa antimísseis "Domo de Ouro". O texto reafirmou a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação. Segundo a reportagem, o acordo não concedeu direitos de mineração ou perfuração, e parecia ter encerrado o impasse.
Petróleo é proibido na ilha
A Groenlândia proibiu, em 2021, a mineração de urânio e toda futura exploração de petróleo em seu território. O governo diz estar analisando se a empresa texana Greenland Energy pode usar licenças anteriores à proibição. A empresa informou em agosto que pretende perfurar em 2027 em uma bacia ainda inexplorada na costa leste, embora não tenha licença própria para isso. A antiga proprietária, a Arco, fez trabalhos sísmicos na década de 1970, mas nunca perfurou.
Trump afirma desde 2019 que os EUA deveriam comprar ou tomar posse da ilha, e em várias ocasiões se recusou a descartar o uso da força. O consultor dinamarquês Jacob Kaarsbo avaliou que as declarações indicam que o desejo de controlar a ilha permanece. Os ministérios das Relações Exteriores da Dinamarca e de Recursos Minerais da Groenlândia não responderam de imediato aos pedidos de comentário.
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