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TRE-SP audita 33 urnas em testes abertos ao público na capital

Votos previamente anotados em papel são digitados nas máquinas e comparados com o resultado eletrônico ao fim do procedimento.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 14:49 · 3 min de leitura
TRE-SP audita 33 urnas em testes abertos ao público na capital
Paulo Pinto/Agência Brasil

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo iniciou neste domingo, 4 de outubro, testes de integridade em 33 urnas na capital paulista. A auditoria acompanha o horário da votação, das 8h às 17h, e permite a presença do público. Trinta equipamentos são verificados no Centro Cultural São Paulo; outros três participam da modalidade com biometria na Universidade Paulista.

O procedimento compara votos conhecidos previamente com os registros produzidos pelas urnas. Ele utiliza equipamentos selecionados para a auditoria e não revela como votaram as pessoas nas seções eleitorais do pleito.

Uma conferência com registros em papel

Antes do teste, cédulas são preenchidas com escolhas aleatórias e guardadas em urnas de lona lacradas. Durante a verificação, servidores digitam essas escolhas nos equipamentos eletrônicos. Há também registro dos votos em um sistema de apoio.

Ao terminar a simulação, os totais eletrônicos são confrontados com a apuração dos registros em papel. A finalidade é verificar a correspondência entre a entrada dos números e o resultado apresentado pelo equipamento. As etapas são gravadas em vídeo e podem ser acompanhadas por entidades fiscalizadoras e visitantes.

O TRE-SP informou que a preparação envolveu 16.400 cédulas. Esse número considera as urnas previstas para as duas modalidades e equipamentos adicionais de gestão de riscos. Não significa que 41 urnas estejam simultaneamente na auditoria principal: o total anunciado para os testes deste domingo é de 33.

Onde os testes acontecem

No Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, 1000, fica a modalidade sem biometria. O espaço recebe as 30 urnas e pode ser visitado durante o período do procedimento. A outra modalidade funciona na Unip, na região da Liberdade.

No teste com biometria, voluntários participam da habilitação do equipamento por impressão digital. As escolhas utilizadas na conferência continuam sendo as preparadas para a auditoria. O procedimento não transforma a participação voluntária em exposição do voto pessoal.

Segundo a cobertura da Agência Brasil, aproximadamente 400 pessoas, entre trabalhadores do tribunal e voluntários, estão envolvidas na operação. A seleção das urnas ocorreu na véspera da eleição, conforme o cronograma divulgado pelo TRE-SP.

Integridade e autenticidade são verificações distintas

O tribunal também prevê testes de autenticidade em equipamentos de seções eleitorais. Essa outra inspeção verifica se os programas instalados correspondem aos sistemas assinados e lacrados pelo TSE. Ela acontece antes do início da votação nos locais selecionados.

A distinção ajuda a entender o que cada etapa demonstra. A autenticidade examina os programas; a integridade compara o registro e a totalização de escolhas conhecidas durante uma votação simulada.

A presença de fiscalização em diferentes etapas permite acompanhar o caminho do equipamento selecionado até o local de teste. O material preparado em papel oferece um conjunto de escolhas conhecido para a comparação, enquanto o registro em vídeo documenta a execução da operação.

No procedimento de autenticidade, a conferência envolve o extrato de carga e as assinaturas digitais dos sistemas. Esses elementos permitem verificar a correspondência com os programas oficiais. O TRE-SP prevê a participação de partidos, Ministério Público, OAB e outras entidades fiscalizadoras nas inspeções.

O teste público tem uma função específica dentro do processo eleitoral: demonstrar o funcionamento dos equipamentos nas condições descritas pela auditoria. Quem acompanha pode observar as etapas e consultar os documentos divulgados pelo tribunal. Já os resultados das disputas entre candidatos vêm das urnas das seções eleitorais, por um processo separado de totalização. Manter essa distinção evita atribuir às escolhas simuladas qualquer efeito sobre a eleição.

Como a comparação final depende do encerramento do procedimento, o início dos testes não equivale à divulgação de seu resultado. A conclusão da auditoria e os documentos correspondentes devem ser acompanhados nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

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