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Starlink passa a TIM e já é a 9ª maior empresa de banda larga do país

Internet por satélite de Elon Musk teve 65 mil novos assinantes em agosto, o maior crescimento entre as operadoras
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 21:26 · 2 min de leitura
Starlink passa a TIM e já é a 9ª maior empresa de banda larga do país
Foto: Tim Reckmann from Hamm, Deutschland/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, ultrapassou a TIM em número de acessos de banda larga fixa no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) referentes a agosto de 2026, a Starlink chegou a 936.807 acessos, contra 929.882 da TIM. O levantamento foi organizado pelo site Tecnoblog.

Com isso, a Starlink passou a ocupar a nona posição no ranking nacional de banda larga, com 1,62% do mercado. A TIM caiu para o décimo lugar, com 1,61%.

O ritmo de crescimento

A Starlink foi a operadora que mais cresceu em agosto, com 65 mil novas assinaturas no mês. A TIM também ganhou clientes, com saldo positivo de 11 mil ativações, mas em ritmo bem menor.

O crescimento da internet por satélite está ligado principalmente a regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais, comunidades isoladas e parte do Norte e do Centro-Oeste. Nesses lugares, o serviço por satélite costuma ser a única opção de conexão com boa velocidade.

Quem lidera

A liderança continua com a Claro, que tem 10,88 milhões de acessos e 18,79% do mercado. Em seguida vêm a Vivo, com 8,54 milhões (14,76%), e a Nio, sucessora da antiga Oi Fibra, com 3,47 milhões (5,99%).

Completam as dez primeiras posições a Brisanet, a Brasil Tecpar, a Vero, a Giga Mais Fibra e a Desktop, antes de Starlink e TIM.

O total de acessos de banda larga no país subiu de 54,79 milhões em agosto de 2025 para 57,49 milhões em agosto deste ano.

Mercado em movimento

O setor passa por uma fase de concentração. A Claro concluiu a compra do controle da Desktop, provedora que atua principalmente no interior e no litoral paulista, em um negócio avaliado em R$ 1,75 bilhão. A Nio, por sua vez, prepara a volta à telefonia móvel.

Um traço importante do mercado brasileiro é o peso dos provedores regionais. Somados, eles respondem por uma fatia grande dos acessos, o que explica por que nenhuma empresa, além de Claro e Vivo, tem mais de 6% do total.

Para a TIM, a banda larga fixa não é o negócio principal. A operadora é uma das três grandes da telefonia móvel e concentra seus investimentos nessa área. Mesmo assim, ser ultrapassada por uma empresa de satélite que chegou ao país há poucos anos mostra a velocidade com que o mercado mudou.

Fontes consultadas
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