Tecnologia

Starlink direto no celular ainda não tem oferta ampla no Brasil

Vivo participa de testes autorizados pela Anatel; preço, planos e data de contratação para o público seguem sem anúncio.
Compartilhe:
Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 08:41 · 2 min de leitura
Starlink direto no celular ainda não tem oferta ampla no Brasil
Foto: Official SpaceX Photos / Wikimedia Commons (CC0)

A conexão da Starlink diretamente com celulares avançou para testes autorizados no Brasil, mas ainda não foi anunciada uma oferta que qualquer cliente possa contratar. Segundo levantamento do Canaltech, Vivo e Starlink participam do ambiente experimental da Anatel, com autorização prevista até abril de 2029.

A diferença entre uma permissão para experimentar a tecnologia e um serviço amplamente disponível é central para o consumidor. Até o momento descrito pela reportagem, não havia anúncio de preço, pacote de dados, planos elegíveis ou data de lançamento nacional.

O celular conversa com o satélite

O modelo Direct to Cell usa a parceria entre uma operadora móvel e uma rede de satélites. Em vez de exigir a antena residencial da Starlink, a proposta é permitir que aparelhos compatíveis se conectem com infraestrutura no espaço utilizando frequências acordadas com a operadora.

Essa compatibilidade não deve ser presumida para qualquer telefone. Ela depende do aparelho, do software, da rede e das condições definidas para o serviço em cada mercado. A autorização brasileira também não equivale à liberação automática de todos os recursos oferecidos no exterior.

A tecnologia foi concebida para complementar a cobertura terrestre, especialmente onde não há torres disponíveis. Regiões rurais, estradas e áreas remotas são exemplos de situações em que uma conexão alternativa pode ser útil.

Limites e próximos passos

Os satélites não oferecem necessariamente a mesma capacidade de uma rede terrestre em locais com muitos usuários. Obstáculos e a visibilidade do céu também influenciam a comunicação. Por isso, não é possível tratar a proposta como substituta universal do 4G ou do 5G.

No exterior, a evolução passou de mensagens para dados e chamadas por aplicativos em determinados serviços. A disponibilidade desses recursos varia conforme a operadora e as permissões locais.

No Brasil, o passo que ainda falta para o usuário comum é a apresentação de uma oferta comercial com condições claras. Até esse anúncio, a participação no ambiente experimental deve ser entendida como avanço regulatório e técnico, sem promessa de acesso imediato para todos os assinantes da Vivo.

Fontes consultadas
Compartilhar: WhatsApp Facebook X Telegram

Leia também

O resumo do dia, no seu e-mail

Uma mensagem por dia com o que importa. Sem spam, e dá pra sair quando quiser.

Este site usa cookies para medir audiência e exibir publicidade. Ao continuar, você concorda. Saiba mais.