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Sonda Hera, da ESA, se aproxima do asteroide atingido pela NASA

Primeira manobra de aproximação é em 15 de outubro; em novembro a nave chega a cerca de 30 km de Didymos e Dimorphos para estudar a cratera do impacto da DART.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 20:30 · 2 min de leitura
Sonda Hera, da ESA, se aproxima do asteroide atingido pela NASA
Foto: ESA & Science Office / Wikimedia Commons (CC BY 4.0) — imagem ilustrativa

A sonda Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), começa a se aproximar do sistema de asteroides Didymos e Dimorphos, quatro anos depois do teste de defesa planetária da NASA, segundo o Olhar Digital. A primeira manobra de aproximação está prevista para 15 de outubro.

O que a DART fez

A espaçonave DART colidiu com Dimorphos em 26 de setembro de 2022 e reduziu em cerca de 33 minutos o tempo que ele leva para orbitar Didymos. O teste funcionou, mas os cientistas ainda não sabem exatamente o que aconteceu na superfície do pequeno asteroide.

A Hera foi lançada em outubro de 2024. Depois de três manobras de frenagem, deve chegar a cerca de 30 quilômetros dos asteroides no início de novembro. Em dezembro, a aproximação será ainda maior.

O que os cientistas querem descobrir

A missão permitirá examinar detalhes que telescópios não revelaram. Os pesquisadores querem saber o tamanho da cratera, como as rochas se reorganizaram e se houve transferência de material entre Dimorphos e Didymos.

Patrick Michel, cientista planetário do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e investigador principal da missão, comparou o trabalho a uma investigação policial: "A Hera quer ser o detetive, como o inspetor Colombo, voltando à cena do acidente".

Outra questão é o movimento de Dimorphos. O período orbital continuou mudando por pelo menos seis meses depois da colisão, sem explicação clara, e há indícios de que o asteroide gire de maneira instável. A Hera levará ainda dois pequenos dispositivos que devem ser liberados em janeiro para ampliar o estudo. Os cientistas também procurarão fragmentos da DART, embora a expectativa seja que a nave tenha se despedaçado ou derretido; partes dos painéis solares podem ter sobrevivido, o que é considerado pouco provável.

Para que serve

Angela Stickle, da Universidade Johns Hopkins, que participou das duas missões, lembrou que já se sabe que muito material foi lançado para fora e que provavelmente o impacto deixou uma marca significativa em Dimorphos.

A Hera, o Milani e o Juventas devem atuar em conjunto no início de 2027, e a missão principal deve durar pelo menos até setembro daquele ano. As informações ajudarão a avaliar os efeitos de uma colisão planejada e a aprimorar estratégias para desviar objetos que, no futuro, possam ameaçar a Terra. Os asteroides do estudo não oferecem risco ao planeta.

Fontes consultadas
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