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Rússia diz que não achou peste após morte de pesquisadora na Sibéria

Jovem de 28 anos trabalhava em instituto antipeste e morreu de pneumonia sem causa definida; cerca de 200 pessoas ficaram em quarentena
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 21:40 · 2 min de leitura
Rússia diz que não achou peste após morte de pesquisadora na Sibéria
Foto: Department of Health and Human Services/Wikimedia Commons (Public domain)

A agência de vigilância sanitária da Rússia, a Rospotrebnadzor, informou na terça-feira (6) que nenhum caso de peste foi encontrado entre as pessoas que tiveram contato com uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre a doença, morta na semana passada na Sibéria. O caso provocou quarentena, isolamento de parte de um hospital e chegou a ser comentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A vítima tinha 28 anos e trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, em Irkutsk. A imprensa local a identificou como Darya Shipilova. Ela morreu na sexta-feira (2), na cidade de Shelekhov, e as autoridades atribuíram a morte a uma pneumonia de origem indeterminada.

Quarentena e testes

Cerca de 200 pessoas que tiveram contato com a pesquisadora foram colocadas em quarentena, segundo a imprensa local. Parte do hospital de Shelekhov foi isolada e uma fábrica de alumínio da região pediu aos funcionários que usassem máscara.

Os contatos passaram a fazer exames diários. Foram encontrados dois casos de Covid-19 e dois de rinovírus, e nenhum outro agente infeccioso. De acordo com a vice-chefe do distrito de Shelekhov, Elena Sofina, 60% das pessoas em quarentena preventiva já foram liberadas, e o "diagnóstico perigoso" não foi confirmado.

A Rospotrebnadzor afirmou ainda que não houve registro de doença infecciosa entre os funcionários do instituto nos últimos dez dias e que os exames da vítima não encontraram nenhum microrganismo ligado ao trabalho dela. A agência negou o boato, espalhado nas redes sociais, de que ela teria derrubado um tubo com bactérias vivas.

Repercussão internacional

Trump chamou o caso de "grande problema para a Rússia" e ofereceu ajuda. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, agradeceu, sem dizer se Moscou vai aceitar. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, cobrou mais informações do governo russo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou que, com as informações disponíveis, o risco para a população em geral "parece ser baixo", e disse que vai reavaliar o cenário se surgirem novos dados.

Uma doença antiga, mas tratável

A peste é causada pela bactéria *Yersinia pestis*, que circula entre pequenos mamíferos silvestres e é transmitida por pulgas. Ela é endêmica na Sibéria, mas casos em humanos são raros na Rússia. A forma pneumônica, que atinge os pulmões, pode passar de pessoa para pessoa por gotículas de tosse.

Diagnosticada cedo, a doença tem tratamento com antibióticos. Sem tratamento, pode matar em um a seis dias.

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