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Rubio diz que Islândia é estratégica para a segurança dos EUA

Secretário de Estado propôs ampliar cooperação militar e econômica no Ártico, meses depois de mapa de Trump cobrir o país com a bandeira americana.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 18:21 · 2 min de leitura
Rubio diz que Islândia é estratégica para a segurança dos EUA
Foto: PierreSelim / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (6) que a Islândia ocupa uma posição estratégica para a segurança do Atlântico Norte e do Ártico. Segundo ele, Washington está aberto a ampliar a cooperação com o país diante do aumento das ameaças na região.

Rubio falou durante uma visita à Islândia, ao lado da ministra das Relações Exteriores do país, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir. O secretário citou preocupações com ameaças militares, econômicas e relacionadas à infraestrutura no extremo norte, além de destacar a localização geográfica islandesa e o papel do país nas operações militares americanas.

Segundo Rubio, a Islândia permite que os Estados Unidos utilizem seu território, espaço aéreo e águas como ponto estratégico para monitorar atividades clandestinas e dissuadir adversários. "Estaríamos abertos a ter essas conversas para ver o que mais podemos fazer juntos. Sei que há interesse em fazer mais juntos", disse.

Ele afirmou ainda que a posição do país importa não apenas para a defesa da Europa. "A Islândia e sua localização desempenham um papel fundamental na defesa tanto da Europa quanto do território dos Estados Unidos, por causa da geografia", declarou.

A visita acontece poucas semanas depois de um episódio que gerou atrito entre os dois países. Em setembro, o presidente Donald Trump publicou em sua plataforma Truth Social uma imagem em que os Estados Unidos, o Canadá, a Groenlândia, a Islândia, o México, a América Central e o Caribe apareciam cobertos pela bandeira americana, com toda a área terrestre identificada como "Estados Unidos da América". Trump divulgou o mapa sem apresentar explicações.

A ministra das Relações Exteriores islandesa convocou o embaixador dos Estados Unidos no país, Billy Long, para explicar a publicação.

As declarações de Trump nos últimos anos de que os Estados Unidos deveriam adquirir a Groenlândia, território dinamarquês semiautônomo, provocaram tensões entre Washington e Copenhague — ambos membros fundadores da Otan — e, de forma mais ampla, em toda a Europa.

O tema também teve efeito na política interna islandesa. Em agosto, o país votou contra a retomada das negociações para ingressar na União Europeia em um referendo no qual as intenções de Trump em relação à Groenlândia serviram como pano de fundo.

Fontes consultadas
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