Quase metade dos municípios está em alerta para o Aedes, mas a dengue caiu 70%

Quase metade dos municípios brasileiros está em alerta ou risco de infestação pelo Aedes aegypti, segundo levantamento feito entre maio e agosto e divulgado pelo Ministério da Saúde.
Os dados ajudam estados e municípios a direcionar ações de prevenção e controle das arboviroses — as doenças virais transmitidas pela picada do mosquito.
O número que vai na direção oposta
Apesar do alerta de infestação, os casos caíram muito:
| | 2026 | 2025 | |---|---|---| | casos prováveis de dengue (até 26 de setembro) | 470,5 mil | 1,5 milhão |
É uma queda de cerca de 70%. Houve redução também nos registros de chikungunya e zika.
⚠️ As duas coisas convivem, e entender isso importa: mosquito espalhado é *potencial* de transmissão; caso confirmado é transmissão *acontecendo*. Infestação alta com poucos casos significa que o vírus está circulando pouco agora — e que o estrago volta rápido se ele voltar a circular, porque o mosquito está lá.
Onde o mosquito se cria
O levantamento aponta que os focos continuam concentrados em recipientes simples do cotidiano, dentro e fora das casas — o tipo de criadouro que não depende de obra pública nenhuma para acabar.
Por que o alerta é agora, e não no verão
O Ministério da Saúde antecipou as medidas de prevenção de olho em duas coisas:
- o verão, quando o calor aumenta a transmissão
- o avanço do El Niño, que altera padrões de chuva e temperatura e vem provocando eventos extremos em várias partes do mundo
O que depende de você
O governo é direto ao dizer que a prevenção depende da população: vistoriar a casa e os espaços ao redor com regularidade. A vigilância municipal usa os dados do levantamento para direcionar o combate — mas o criadouro que ninguém vê é o que está no quintal.
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