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Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32% da população

Indicador vinha caindo e era apresentado como trunfo do governo Milei. Crianças e adolescentes são 44,5% dos pobres.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 08:21 · 1 min de leitura
Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32% da população
193 - Buenos Aires - Puerto Madero - Janvier 2010. Foto: Martin St-Amant ( S23678 ) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A pobreza na Argentina voltou a subir e atingiu 32% da população, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Dados Estatísticos (Indec).

A curva do indicador

  • 2º semestre de 2023 (início do governo Milei): 41,7%
  • 2º semestre de 2024: 52,9%
  • ano passado: 28% — queda apresentada como um dos trunfos do governo
  • agora: 32%

A indigência — faixa de quem não consegue comprar sequer a cesta básica de alimentos — também cresceu: de 6,3% no 2º semestre de 2025 para 7,5% no 1º semestre de 2026, o equivalente a 2,2 milhões de pessoas.

Por que subiu

O próprio Indec dá a conta:

“Em média, a renda familiar per capita aumentou 11,5%. As cestas regionais médias aumentaram 21,4% (Cesta Básica Alimentar) e 19,6% (Cesta Básica Total)”

Ou seja: a renda subiu, mas o custo do que ela precisa comprar subiu quase o dobro.

O aumento vem acompanhado de fechamento de empresas e empregos e de queda na atividade econômica medida pelo próprio Indec, que fechou julho com retração de 2,9% ante junho.

Quem são os pobres

44,5% do total são crianças e adolescentes de até 14 anos.

Os dados cobrem 31 regiões urbanas e são medidos pela capacidade das famílias de comprar a cesta básica de alimentos e a cesta básica total, que inclui moradia, transporte e roupas.

Nas redes sociais, o ministro da Economia, Luis Caputo, minimizou o aumento.

Fontes consultadas
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