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PF investiga suspeita de cobrança de propina na fronteira com a Guiana

Operação Zaqueu cumpriu cinco mandados de busca; apuração trata de suposta facilitação irregular de procedimentos aduaneiros.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 11:00 · 1 min de leitura
PF investiga suspeita de cobrança de propina na fronteira com a Guiana
Imagem ilustrativa de prédio da Polícia Federal em Corumbá; não é o local da operação. Foto: Andrew Mercer (www.pantanalescapes.com) / Wikimedia Commons (CC BY-

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 20 de outubro, a Operação Zaqueu para investigar suspeitas de cobrança de vantagens indevidas na fronteira entre o Brasil e a Guiana. De acordo com a apuração divulgada pelo Metrópoles, servidores públicos e particulares são investigados por supostamente exigir pagamentos para facilitar procedimentos de fiscalização aduaneira relacionados a mercadorias que entram no país.

O que a PF investiga

A Justiça Federal autorizou cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares destinadas a recolher documentos e outros elementos. A Receita Federal apoiou a operação. A investigação considera possíveis crimes como corrupção passiva, concussão, facilitação de contrabando ou descaminho, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Essas classificações são linhas de apuração e não significam que os investigados tenham sido condenados ou que a responsabilidade esteja definida.

Medidas e garantias legais

A região de fronteira tem circulação comercial e logística que exige controle aduaneiro. A suspeita, segundo a reportagem, é de que decisões e procedimentos oficiais teriam sido usados para facilitar a internalização de produtos mediante pagamentos ilegais. A PF busca esclarecer como o suposto esquema funcionava, quem teria participado e se houve prejuízo aos cofres públicos ou à fiscalização.

A corporação informou que a operação pretende reunir provas e que novas infrações podem surgir ao longo da análise do material. Até a publicação da notícia, não havia divulgação pública de nomes de investigados nem de valores supostamente cobrados. Como se trata de investigação em curso, as informações devem ser atualizadas conforme a PF e a Justiça Federal tornem públicos novos dados. Os alvos têm direito à defesa e à presunção de inocência.

Fontes consultadas
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