Pesquisa aponta uso diário de IA generativa por 63% dos desenvolvedores japoneses
Uma prévia do Relatório da Indústria de Videogames do Japão de 2026 aponta que 85,8% dos profissionais consultados já usam ferramentas de inteligência artificial generativa. Desse total, 63% disseram recorrer a elas diariamente e 22,8% afirmaram usá-las ocasionalmente. O levantamento foi apresentado durante a Tokyo Game Show e a versão completa está prevista para dezembro.
A pesquisa reuniu cerca de 1.349 respostas válidas de profissionais ligados a empresas do setor, incluindo integrantes de companhias como Capcom, Sega, Level-5 e Konami. A amostra inclui pessoas com funções diferentes, e a prévia ainda não detalha quais tarefas concentram o uso das ferramentas.
Em 2025, uma pesquisa da Computer Entertainment Supplier’s Association havia registrado adoção de IA em 51% entre 54 empresas consultadas. Os dois levantamentos têm amostras e públicos diferentes, portanto não permitem uma comparação direta para afirmar quanto o uso cresceu de um ano para outro.
Entre os benefícios apontados pelos profissionais estão aumento de produtividade, redução do tempo de desenvolvimento e diminuição de custos. O levantamento anterior identificou aplicações em criação de imagens e outros elementos visuais, geração de texto e conteúdo narrativo e apoio à programação. Parte das empresas também relatou uso de IA na produção de motores gráficos internos.
O uso da tecnologia traz questões relacionadas a propriedade intelectual, qualidade e controle dos materiais gerados. A prática de segurança mais citada pelos participantes foi revisar, corrigir e supervisionar os conteúdos produzidos por IA. Outras medidas incluem limitar as ferramentas autorizadas e restringir o uso direto em determinadas etapas.
Os resultados mostram uma adoção ampla entre os participantes, mas não indicam que a IA substituiu equipes ou processos profissionais. A prévia não apresenta uma avaliação independente da qualidade dos resultados nem detalha políticas de cada empresa. A publicação completa deve oferecer mais informações sobre os usos e preocupações dos trabalhadores.