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Percentual de jovens que não estudam nem trabalham cai para 22,4%

Redução brasileira é quase o dobro da média da OCDE, diz o MEC. Mas 26% dos jovens de 25 a 34 anos ainda não têm ensino médio completo.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 08:21 · 1 min de leitura
Percentual de jovens que não estudam nem trabalham cai para 22,4%
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil/Agência Brasil

O percentual de jovens brasileiros que não estudam nem trabalham — os chamados “nem-nem” — caiu para 22,4%, segundo estudo da OCDE. Em nota, o Ministério da Educação destacou que a redução brasileira é “quase o dobro da redução média (2,3 pontos) registrada pela OCDE no mesmo período”.

O avanço, e o tamanho do que falta

Outro dado positivo: a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem ensino médio completo caiu de 35%, em 2016, para 26%, em 2024.

A comparação internacional, porém, mostra a distância: a média dos demais países analisados é de 12% — menos da metade.

A ressalva de quem acompanha o tema

O superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece os avanços, mas os considera insuficientes, já que mais de um quarto dos jovens adultos ainda não concluiu a educação básica.

“A tarefa é construir uma trajetória em que o jovem consiga permanecer, aprender, concluir a formação e encontrar uma inserção profissional digna. Isso depende de educação, proteção social e políticas de trabalho atuando de forma articulada”

O abandono, em números

  • 20% dos estudantes que entram no ensino médio abandonam a escola sem se formar
  • 79% concluem em até dois anos após o tempo regular, contra média de 85% nos países analisados
  • passado esse prazo, apenas 1% continua matriculado tentando se formar

Homens e mulheres

No Brasil, as mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir o ensino médio do que os homens — diferença maior do que a observada na maioria dos outros países com dados disponíveis.

O MEC associa os avanços a programas como o Pé-de-Meia, incentivo financeiro para a permanência no ensino médio público, e o Bolsa Família.

Fontes consultadas
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