Percentual de jovens que não estudam nem trabalham cai para 22,4%

O percentual de jovens brasileiros que não estudam nem trabalham — os chamados “nem-nem” — caiu para 22,4%, segundo estudo da OCDE. Em nota, o Ministério da Educação destacou que a redução brasileira é “quase o dobro da redução média (2,3 pontos) registrada pela OCDE no mesmo período”.
O avanço, e o tamanho do que falta
Outro dado positivo: a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem ensino médio completo caiu de 35%, em 2016, para 26%, em 2024.
A comparação internacional, porém, mostra a distância: a média dos demais países analisados é de 12% — menos da metade.
A ressalva de quem acompanha o tema
O superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece os avanços, mas os considera insuficientes, já que mais de um quarto dos jovens adultos ainda não concluiu a educação básica.
“A tarefa é construir uma trajetória em que o jovem consiga permanecer, aprender, concluir a formação e encontrar uma inserção profissional digna. Isso depende de educação, proteção social e políticas de trabalho atuando de forma articulada”
O abandono, em números
- 20% dos estudantes que entram no ensino médio abandonam a escola sem se formar
- 79% concluem em até dois anos após o tempo regular, contra média de 85% nos países analisados
- passado esse prazo, apenas 1% continua matriculado tentando se formar
Homens e mulheres
No Brasil, as mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir o ensino médio do que os homens — diferença maior do que a observada na maioria dos outros países com dados disponíveis.
O MEC associa os avanços a programas como o Pé-de-Meia, incentivo financeiro para a permanência no ensino médio público, e o Bolsa Família.