Política

PCO orienta voto nulo na disputa entre Lula e Flávio

Resolução foi definida na conferência nacional da legenda; Rui Costa Pimenta criticou a aproximação do PT com o STF.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 11:15 · 2 min de leitura
PCO orienta voto nulo na disputa entre Lula e Flávio
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil (imagem ilustrativa)

O Partido da Causa Operária orientou seus filiados a votar nulo no segundo turno da eleição presidencial, disputado por Lula e Flávio Bolsonaro. Segundo o g1, a decisão foi tomada na 39ª Conferência Nacional da legenda, no domingo (11), e anunciada na segunda-feira (12).

A posição é uma orientação política do partido. Ela não constitui apoio formal a nenhum dos dois candidatos nem permite prever como cada eleitor ligado à sigla votará.

Crítica do presidente do partido

Rui Costa Pimenta, presidente do PCO e candidato da legenda no primeiro turno, criticou a relação do PT com o Supremo Tribunal Federal. Em sua avaliação, a aproximação é incompatível com a posição que o partido defende diante do cenário institucional.

Essa leitura é a justificativa apresentada pelo dirigente para a resolução. As críticas ao tribunal e ao PT devem ser atribuídas a ele, sem transformar sua interpretação política em uma conclusão objetiva sobre a eleição.

Pimenta recebeu 15.024 votos no primeiro turno, equivalentes a 0,01% dos votos válidos, de acordo com os números informados pelo g1. Esse resultado descreve a votação da candidatura e não mede a influência que a orientação terá na etapa final.

Histórico de posições diferentes

A relação do PCO com candidaturas petistas não seguiu a mesma orientação em todas as eleições. O grupo que deu origem à legenda apoiou Lula em 1989, e o apoio se repetiu em 1994 e 1998.

Em 2002, o partido apresentou candidatura própria e não apoiou Lula no segundo turno. A posição de não apoiar o petista também foi mantida em 2006, 2010 e 2014.

Em 2018, o PCO defendeu inicialmente a candidatura de Lula, mas não apoiou Fernando Haddad depois da substituição do candidato. Em 2022, voltou a apoiar Lula.

O histórico ajuda a situar a resolução atual como mais uma escolha partidária feita em um contexto específico. Nesta disputa, a conferência decidiu pela orientação de voto nulo, afastando um endosso oficial aos dois nomes que seguem na corrida presidencial.

Fontes consultadas
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