Nova York declara emergência por surto de sarampo com 108 casos no ano

A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência na segunda-feira (5) por causa de um surto de sarampo. O estado já registrou 108 casos da doença em 2026, e 92 deles apareceram desde 15 de julho, espalhados por 18 condados.
A medida obriga que todas as vacinas tríplice viral, que protegem contra sarampo, caxumba e rubéola, sejam lançadas nos sistemas de imunização do estado ou da cidade de Nova York em até 72 horas. O objetivo é dar às autoridades de saúde uma visão rápida e precisa de quem está protegido e onde estão os bolsões de pessoas sem vacina.
O vizinho em situação pior
Segundo Hochul, a Pensilvânia, que faz divisa com Nova York, já soma 977 casos, muitos deles em condados rurais próximos da fronteira entre os dois estados. A proximidade aumenta o risco de o vírus continuar circulando de um lado para o outro.
O pior surto em décadas
Os Estados Unidos vivem o pior surto de sarampo em décadas. O avanço acontece em um momento em que o governo do presidente Donald Trump reduziu as recomendações de vacinação infantil. Entre os americanos que contraíram a doença, 93% não eram vacinados ou não tinham histórico de vacinação conhecido.
O problema não é só americano. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) informou que os casos de sarampo nas Américas aumentaram 32 vezes em 2025 na comparação com o ano anterior.
Por que o sarampo preocupa
O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem. Ele se espalha pelo ar, por meio de gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou falar, e pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite, principalmente em crianças pequenas.
A vacina é a principal forma de prevenção e, com duas doses, oferece proteção alta e duradoura. Quando a cobertura vacinal cai, o vírus encontra espaço para voltar mesmo em lugares onde estava controlado, como ocorreu em vários países nos últimos anos.
Reflexo no Brasil
O avanço da doença no continente acendeu o alerta também no Brasil. O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento e as ações de vacinação, especialmente em São Paulo e no Amazonas, estados que concentram os casos importados registrados no país neste ano.
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