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Morre Netinho, cantor de Milla e nome do axé, aos 60 anos

Artista morreu em Salvador nesta terça; trajetória passou pela Banda Beijo, carreira solo e tratamento contra câncer.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 11:18 · 2 min de leitura
Morre Netinho, cantor de Milla e nome do axé, aos 60 anos
Foto: Vera Lucia Viana / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — Netinho em 2019

O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador, segundo o g1. O artista, conhecido por sucessos como Milla e Beijo na boca, enfrentava um câncer do sistema linfático havia mais de um ano.

Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, em 12 de julho de 1966, ele se tornou uma das vozes associadas à expansão nacional do axé e ao Carnaval de Salvador.

Da Banda Beijo à carreira solo

Netinho ganhou o primeiro violão na adolescência e começou a se apresentar antes de assumir o repertório carnavalesco. Em 1987, participou de um teste para ocupar o posto de cantor do bloco que deu origem à Banda Beijo.

A estreia no circuito oficial do carnaval aconteceu em 1988. Naquele período, Beijo na boca ganhou projeção nacional e ajudou a ampliar o alcance do artista para além da Bahia.

Com a banda, ele também ficou conhecido por músicas como Salvador pra você e Gosto de mar. Em 1992, passou a seguir carreira solo, com títulos como Capricho dos Deuses, Total e Menina.

Milla, lançada em 1996, tornou-se um dos grandes marcos dessa fase. Em 1998, Netinho anunciou o retorno da Banda Beijo com Gilmelândia e continuou dedicado ao trabalho solo.

Saúde e retomadas

O cantor enfrentou problemas graves de saúde em 2013, com AVCs e cirurgias. A recuperação provocou um longo afastamento de atividades regulares, embora tenham ocorrido apresentações e gravações pontuais.

Em março de 2025, anunciou o diagnóstico de câncer do sistema linfático e compartilhou etapas do tratamento. Segundo o g1, voltou a ser internado em setembro de 2026 após o retorno da doença.

A morte encerra uma trajetória que atravessou os trios elétricos, a consolidação de sucessos populares e diferentes tentativas de retomada profissional. O repertório permanece como parte da memória do axé brasileiro.

A informação consultada confirma a morte em Salvador e o histórico divulgado de tratamento. Detalhes de velório e sepultamento não constam dessa apuração e não foram antecipados. A foto que acompanha o texto mostra o cantor em 2019, em registro de arquivo.

Fontes consultadas
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