MDB prevê apoio de 17 diretórios estaduais a Flávio

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou nesta terça-feira (13) que 17 dos 27 diretórios estaduais da legenda devem formalizar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Segundo o g1, o anúncio está previsto para um ato em São Paulo durante a tarde.
A declaração indica a posição da maioria dos diretórios, mas não a unanimidade do partido. Nove haviam anunciado apoio a Lula ainda no primeiro turno, enquanto um permanecia neutro.
Apoio anunciado e ato previsto
Rossi disse que o grupo favorável ao candidato do PL reúne representações de todas as regiões do país, inclusive do Nordeste. O dirigente vinculou a decisão ao que considera uma preferência por mudança expressa no primeiro turno.
Essa interpretação é do presidente do MDB. O apoio de diretórios não equivale a uma transferência automática de votos, e a declaração não demonstra como o eleitorado da legenda se distribuirá entre os dois concorrentes.
O ato mencionado pelo dirigente estava marcado para a tarde desta terça. Até sua realização, a formalização deve ser tratada como um anúncio previsto, sem antecipar a participação ou as falas dos presentes.
Divisão dentro da legenda
A presença de nove diretórios com Lula mostra que o partido mantém posições diferentes conforme o estado. A conta apresentada por Rossi deixa apenas uma representação sem alinhamento a uma das duas candidaturas.
O presidente afirmou considerar os posicionamentos consolidados e disse não esperar mudanças entre os grupos. Trata-se de uma avaliação do dirigente sobre o comportamento futuro das representações, não de uma proibição de que revejam suas decisões.
Em São Paulo, o MDB tem entre seus nomes o prefeito Ricardo Nunes e o vice-governador Felicio Ramuth. Rossi citou a gestão de Nunes e a do governador Tarcísio de Freitas ao explicar o apoio ao candidato do PL.
A definição dos diretórios faz parte das articulações para a etapa final da eleição. O dado verificável apresentado nesta manhã é a distribuição de posições informada pelo presidente do partido, com formalização da maioria prevista para o ato paulista.
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