Cultura

Maré recebe mostra de curtas feitos por jovens com celular

Quarenta jovens da comunidade participaram de duas turmas do projeto Cine Sesi + Curta Periferias, com filmes sobre território e desafios.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 09:30 · 1 min de leitura
Maré recebe mostra de curtas feitos por jovens com celular
Foto: Prefeitura do RJ/ Divulgação/Agência Brasil

A Maré, no Rio de Janeiro, recebeu uma mostra de curtas-metragens feitos por jovens da própria comunidade com câmeras de celular. Segundo a Agência Brasil, a edição contou com duas turmas, que atenderam 40 jovens na construção de narrativas sobre o território em que vivem, suas experiências e seus desafios.

A proposta é do projeto Cine Sesi + Curta Periferias, que mistura atividades extracurriculares com foco na linguagem cinematográfica. A ideia é usar o cinema como ferramenta pedagógica, em diálogo com a indústria audiovisual.

Quem financia e quem executa

O projeto tem apoio do Conselho Nacional do Sesi, por meio do edital Conexão Sesi. A iniciativa foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio e é implementada pela Universidade Internacional das Periferias (Uniperiferias).

Formação técnica e artística

Segundo a reportagem, o objetivo é desenvolver competências criativas, técnicas e profissionais por meio do audiovisual. As oficinas combinam formação técnica, experimentação artística e desenvolvimento de projetos audiovisuais.

Olhar de dentro

O diferencial da iniciativa está no ponto de vista. Os filmes são feitos a partir da visão de quem vive nos territórios, o que tende a mostrar cotidianos que costumam aparecer na imprensa apenas em situações de violência ou em notícias pontuais.

Acesso e profissão

Ao fortalecer o acesso de jovens das periferias a oficinas e a exibições, o projeto também abre caminho para a inserção no setor criativo. Para alguns participantes, a experiência pode ser o primeiro contato com a produção de cinema e com ferramentas profissionais.

A mostra reforça que o celular, hoje presente na maioria das casas, pode ser um instrumento de criação quando há formação e orientação. Para quem assistiu, a produção mostra que histórias de bairros populares também merecem ser contadas por quem as vive.

Fontes consultadas
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