Livro reúne como montadoras e bancos sustentaram a ditadura

Um livro lançado esta semana em São Paulo reúne como diversos bancos, metalúrgicas e fabricantes de veículos contribuíram para a manutenção da ditadura militar no Brasil.
O caso mais documentado
O Ministério Público divulgou relatório apontando que a Volkswagen “contribuiu intensamente com o aparato repressivo”, e que isso ocorreu com conhecimento da direção da empresa.
A investigação que a própria empresa pagou
Em 2017, a Volkswagen contratou um historiador para apurar o próprio papel durante a ditadura. O alemão Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, escreveu:
“A VW do Brasil foi irrestritamente leal ao governo militar e compartilhou os seus objetivos econômicos e de política interna”
“Está claro que a Volkswagen estabeleceu por disposição própria uma intensa relação de contribuição com os órgãos da repressão política, muito além dos limites da fábrica”
O relatório registra que a empresa demonstrou vontade de participar do sistema repressivo, sabendo que submetia funcionários a risco de prisão ilegal.
Por que o livro importa
O caso da Volks é o mais conhecido justamente porque foi investigado. O que o livro faz é mostrar que não foi exceção — e que a documentação sobre as demais empresas existe.
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