Leilão do pré-sal vende 7 de 13 blocos e arrecada R$ 530 milhões

O leilão de áreas do pré-sal realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, terminou com 7 dos 13 blocos oferecidos arrematados. A arrecadação com bônus de assinatura, valor pago à União na assinatura dos contratos, foi de R$ 530,4 milhões. A previsão de investimentos na fase de exploração é de R$ 778,4 milhões.
A rodada foi o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção. Nesse modelo, vence quem oferece à União a maior fatia do petróleo extraído, o chamado excedente em óleo. O ágio mede quanto a oferta vencedora ficou acima do mínimo exigido.
Quem levou o quê
Seis empresas venceram, sozinhas ou em consórcio. Os maiores ágios foram:
- Rodocrosita (Bacia de Santos): Equinor (70%) e Galp (30%), com 15,52% de óleo para a União e ágio de 494,64%
- Hematita (Bacia de Campos): Prio, com 7,18% e ágio de 315,03%
- Azurita (Bacia de Campos): Petrobras, com 30% e ágio de 139,81%
- Magnetita (Bacia de Campos): Prio, com 32,80% e ágio de 132,79%
Também foram arrematados os blocos Rubi, pela Equinor, com ágio de 91,72%; Jade, pela chinesa CNOOC (70%) e pela Sinopec (30%), com ágio de 65,76%; e Cruzeiro do Sul, pela Petrobras, com ágio de 8,07%.
A Prio, petroleira brasileira independente, fez sua primeira oferta em um leilão do pré-sal e saiu com dois blocos.
Blocos sem interessados
Seis áreas não receberam nenhuma proposta: Turmalina e Larimar, na Bacia de Campos, e Aragonita, Opala, Granada e Cerussita, na Bacia de Santos. Na Bacia de Santos, foram quatro blocos vendidos de oito oferecidos. Na de Campos, três de cinco.
Segunda etapa e polêmica ambiental
À tarde, estava prevista a segunda parte do dia, o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com 313 blocos em terra e no mar, incluindo duas áreas da Bacia do Ceará, na Margem Equatorial. Somadas, as duas rodadas foram anunciadas pela ANP como as maiores já realizadas no modelo de oferta permanente, com 326 blocos.
Cinco blocos da Bacia do Parnaíba foram retirados na segunda-feira (5) por um erro na aplicação de critérios socioambientais. O Instituto Arayara, que entrou com cinco ações contra o leilão por sobreposição com terras indígenas, quilombolas, assentamentos e áreas de pesca artesanal, atribuiu a retirada à sua pressão.
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy, "a oferta de novas áreas é uma necessidade" em um setor de investimentos de longo prazo.
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