Legião Urbana relembra Renato Russo três décadas após sua morte
Trinta anos depois da morte de Renato Russo, os músicos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá relembraram o amigo e falaram sobre a permanência de suas canções. Os dois foram parceiros do cantor na Legião Urbana. Em reportagem do Fantástico, eles destacaram a cultura ampla, o humor e a capacidade de comunicação que marcaram a personalidade do artista.
Dado descreveu Renato como alguém com repertório vasto de textos e música. Bonfá recordou o humor refinado e a inteligência do compositor. Para os antigos companheiros, a força das canções está ligada à escolha de temas que continuam reconhecíveis em diferentes épocas. O repertório transforma experiências pessoais e reflexões sobre a vida em letras que ainda encontram novos ouvintes.
Músicas como “Tempo Perdido”, “Pais e Filhos”, “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo” permanecem entre as mais conhecidas da banda. Dado afirmou que o cuidado para não depender de referências passageiras ajudou as composições a atravessar gerações. Bonfá também ressaltou a relação que Renato estabelecia com o público nos shows, fazendo com que a interpretação parecesse dirigida a cada pessoa.
Renato Russo morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, por complicações decorrentes da aids. A data de três décadas foi lembrada por companheiros, fãs e reportagens sobre o legado do artista. A obra da Legião Urbana segue sendo apresentada em diferentes formatos, além de circular entre públicos que conheceram as músicas muito depois da formação original da banda.
Questionado sobre o que Renato faria hoje, Bonfá respondeu que o amigo continuaria compondo, fazendo música e cantando. A resposta expressa a visão de quem conviveu com o artista e ajuda a explicar por que sua memória permanece associada à criação. Três décadas após sua morte, a influência de Renato Russo segue sendo medida também pela continuidade da escuta de suas canções.
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