Joaquim Arena reconstrói vidas negras esquecidas da Europa em novo livro

O escritor Joaquim Arena reconstrói, em sua obra, trajetórias de personagens negros pouco conhecidos da Europa. A pesquisa combina viagens por Portugal, arquivos e relatos orais, segundo a Agência Brasil. O trabalho também cruza a história da migração cabo-verdiana para Lisboa com a trajetória pessoal do autor.
Arena nasceu em 1964 na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde. Filho de pai português e de mãe cabo-verdiana, viveu grande parte da vida em Lisboa. Em Portugal, formou-se em Direito e começou a carreira como jornalista.
Visita ao Rio
O escritor esteve no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, no fim da tarde de quarta-feira (14). O Clube de Leitura reúne leitores para conversar com o autor.
Seis romances e um prêmio
Autor de seis romances traduzidos para várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles. Este último venceu o Prêmio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023.
Memória e invisibilidade
Ao reconstruir trajetórias pouco conhecidas, o escritor propõe uma leitura da Europa que inclui pessoas negras como parte da história, e não apenas como nota de rodapé. A ideia é preencher lacunas deixadas pelos registros oficiais.
Para leitores brasileiros, a aproximação entre Portugal, Cabo Verde e Brasil ajuda a entender a história compartilhada da língua. A obra de Arena é um convite para olhar para a migração de forma mais ampla.
A obra de Arena é marcada pelo olhar de quem viveu entre duas culturas: a cabo-verdiana, da mãe, e a portuguesa, do pai. Essa dupla origem atravessa a forma como ele escolhe as histórias que conta.
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