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Irã diz ter recebido resposta dos EUA à proposta de fim da guerra

Chanceler apresentou o documento ao presidente Pezeshkian. Teerã exige fim das hostilidades, desbloqueio de ativos e fim das sanções ao petróleo; o Estreito de Ormuz segue fechado desde fevereiro.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 23:13 · 2 min de leitura
Irã diz ter recebido resposta dos EUA à proposta de fim da guerra
South View Laleh Intl Hotel from Southern Tehran Skylin. Foto: A.Davey from Portland, Oregon, EE UU / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira (30) ter recebido a resposta oficial dos Estados Unidos à proposta iraniana para encerrar a guerra no Oriente Médio. A informação foi dada pela porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, à agência estatal Irna.

Segundo ela, o chanceler Abbas Araghchi apresentou o documento americano ao presidente Massoud Pezeshkian durante a reunião do conselho de ministros.

Como a negociação chegou até aqui

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia rejeitado a proposta iraniana dias antes, mas Teerã seguia à espera de uma resposta formal, enviada por meio do Catar, que atua como mediador.

As conversas indiretas entre os dois países foram retomadas na semana passada, à margem da Assembleia Geral da ONU, depois de mais de sete meses de conflito e bloqueio diplomático.

O que o Irã pede

Teerã apresentou sete condições, e nem todas são conhecidas publicamente. As divulgadas até agora:

  • fim das hostilidades em todas as frentes do Oriente Médio, inclusive no Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah
  • desbloqueio dos ativos iranianos congelados no exterior
  • fim das sanções que atingem o setor petrolífero

O nó do Estreito de Ormuz

O ponto mais difícil é a reabertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã no início da guerra, no fim de fevereiro, depois dos ataques de Israel e dos Estados Unidos. Por ali passa parte importante do petróleo transportado por mar no mundo.

Os Estados Unidos responderam meses depois com um bloqueio aos portos iranianos, medida que atinge a exportação de petróleo bruto do país.

O que mudou no terreno

A região vive uma calmaria relativa nas últimas semanas. As forças militares americanas não atacam o Irã desde 1º de setembro, embora embarcações continuem sendo alvo com frequência no Estreito de Ormuz.

Em paralelo, Washington intensificou a pressão econômica, com sanções a companhias aéreas iranianas e a promessa de agir contra empresas estrangeiras que as auxiliem.

O desfecho das negociações segue incerto.

Fontes consultadas
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