HBO Max e Paramount+ vão virar um serviço só, diz CEO da Skydance

HBO Max e Paramount+ devem ser combinados em um único serviço de streaming. A informação é de declarações do CEO da Skydance, David Ellison, repercutidas pelo The Hollywood Reporter, e vem na esteira da formação do novo grupo resultante da fusão entre Warner Bros. e Paramount.
A mudança, segundo o executivo, será gradual.
A conta por trás da junção
Ellison destacou que combinar as assinaturas dos dois serviços dará à Skydance uma base maior para competir com empresas como Disney, Netflix e Amazon.
É a lógica central de toda consolidação em streaming. O custo de produzir conteúdo é praticamente fixo, independentemente de quantas pessoas assistem; o que muda a conta é o número de assinantes entre os quais esse custo é dividido. Duas plataformas médias competindo entre si gastam duas vezes em tecnologia, marketing e aquisição de clientes para dividir o mesmo público.
Há ainda o fator que o setor aprendeu a duras penas nos últimos anos: o assinante troca de serviço com facilidade. Quem assina para ver uma série específica cancela quando ela acaba. Catálogos maiores reduzem esse vaivém, porque aumentam a chance de sempre haver algo que segure a assinatura.
A HBO continua sendo a HBO
Apesar da futura integração das plataformas, Ellison afirmou que a marca HBO seguirá operando de forma independente.
"Casey e sua equipe fazem um trabalho absolutamente notável na HBO. Planejamos que ela possa operar com independência, para que a HBO possa, francamente, fazer o que faz incrivelmente bem", disse o executivo, referindo-se a Casey Bloys. "Nosso ponto de vista é que a HBO deve continuar sendo a HBO. Eles construíram uma marca fenomenal. São líderes no setor e queremos que continuem fazendo ainda mais."
A distinção entre plataforma e marca é o detalhe que importa aqui. Juntar os aplicativos não significa necessariamente juntar as operações criativas: a HBO funciona há décadas como um selo com identidade própria e autonomia editorial, e é justamente esse prestígio que dá valor à aquisição.
O que isso muda para quem assina no Brasil
No curto prazo, nada. Integrações de plataforma dessa escala envolvem bases de assinantes, contratos de distribuição com operadoras, acordos de licenciamento por território e sistemas de cobrança — e costumam levar meses ou anos entre o anúncio e a execução.
O que vale acompanhar são três pontos práticos: o que acontece com quem hoje assina os dois serviços separadamente, se o preço do serviço unificado fica mais próximo do mais caro ou do mais barato, e se o catálogo combinado chega ao Brasil integralmente ou em partes, já que direitos de exibição são negociados país a país.
A reorganização dos streamings faz parte de uma integração mais ampla do novo grupo, que também vai reunir as divisões de games das duas empresas em uma única unidade.
Leia também
Filmes e Séries
Karim Aïnouz lança Rosebush Pruning com Elle Fanning e Pamela Anderson
Filmes e Séries
Funk estreia no Brasil com Duda Santos como uma MC do Rio
Filmes e Séries
Galinha Pintadinha chega ao cinema no ano em que faz 20 anos
Filmes e Séries