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G7 prepara exercícios para testar resposta a ataques cibernéticos com IA

A iniciativa reúne autoridades financeiras das sete economias e acompanha alertas sobre riscos a serviços bancários críticos.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 17 de outubro de 2026 às 11:15 · 1 min de leitura

As economias do G7 concordaram em preparar exercícios simulados para avaliar como reagiriam a ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial. A proposta foi aprovada por ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo, em reunião realizada paralelamente ao encontro anual do Fundo Monetário Internacional, em Bangkok, na Tailândia.

A iniciativa foi discutida por representantes financeiros e recebeu aprovação ministerial, segundo a ministra japonesa das Finanças, Satsuki Katayama. Os exercícios devem colocar autoridades e instituições diante de cenários hipotéticos, para que possam testar procedimentos de comunicação, coordenação e recuperação de serviços. O relato disponível não informa uma data para a realização nem detalha quais sistemas serão incluídos.

O debate ganhou força após o FMI alertar que um ataque cibernético facilitado por IA contra um serviço crítico de uma instituição financeira poderia abalar a confiança no setor. A preocupação não se limita a invasões convencionais: autoridades também avaliam os riscos associados a agentes autônomos, capazes de executar tarefas com pouca intervenção humana e potencialmente ampliar a velocidade de uma ação maliciosa.

O Banco da Inglaterra trabalha com instituições bancárias em alternativas para recuperar sistemas após incidentes graves. Um dirigente da instituição afirmou que bancos já não podem presumir que suas defesas estejam imunes a ataques com apoio de IA. A preparação para a restauração de serviços é parte importante da resposta, porque falhas prolongadas podem afetar clientes e operações interdependentes.

Os exercícios do G7 pretendem ampliar a cooperação entre autoridades financeiras diante de ameaças digitais. Simulações permitem identificar lacunas antes de uma crise real, mas não substituem medidas técnicas de proteção, planos de continuidade ou supervisão. O acordo sinaliza que as economias do grupo tratam ataques apoiados por IA como um risco que exige coordenação além das fronteiras nacionais.

Fontes consultadas
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