Economia

FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 2,3% em 2026

Fundo cita choque de energia após a guerra no Oriente Médio e diz que a região recebe pouca compensação do setor de tecnologia.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 13:00 · 2 min de leitura
FMI reduz previsão de crescimento da América Latina para 2,3% em 2026
Arte Bastidor Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da América Latina e do Caribe para 2026. A nova estimativa é de 2,3% para o ano, abaixo dos 2,4% previstos em julho. Para 2027, a previsão caiu de 2,7% para 2,5%.

A revisão contrasta com o cenário global. O FMI elevou a projeção de crescimento mundial de 3% para 3,1% neste ano, em um movimento que o organismo atribui à resiliência da economia mundial, mesmo marcada por fragmentação.

Energia pressiona a região

Segundo o fundo, a guerra no Oriente Médio transformou o petróleo em um choque inflacionário global. O preço do Brent está cerca de 45% acima do nível anterior ao conflito. O aumento dos custos de combustível e energia pressiona famílias e empresas, e o temor de inflação persistente elevou o custo global do financiamento a níveis não vistos há muitas décadas.

Exportadores e importadores

Na América Latina, o efeito do choque depende de dois fatores. O primeiro é se os ganhos dos exportadores de commodities compensam as perdas dos países que importam energia. O segundo é a credibilidade das metas de inflação dos bancos centrais da região.

O FMI também afirma que há pouca compensação vinda da recuperação do setor tecnológico na maioria dos países latino-americanos. O crescimento do setor de inteligência artificial, que ajudou a sustentar a economia mundial, não se traduziu em ganhos amplos para a região.

Impacto no Brasil

Para o Brasil, o cenário significa uma economia que cresce, mas com menos fôlego, e com juros e custos de crédito que tendem a permanecer elevados enquanto a inflação preocupar. O país é exportador de petróleo e de alimentos, o que amortece parte do choque, mas o preço da gasolina e do diesel segue como fator de pressão para o orçamento das famílias.

Fontes consultadas
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