Economia

FMI corta previsão para o Brasil e projeta alta de 2,2% em 2026

Estimativa para 2027 cai a 1,9%; América Latina tem revisão para baixo, enquanto projeção mundial sobe ligeiramente.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 13 de outubro de 2026 às 11:16 · 2 min de leitura
FMI corta previsão para o Brasil e projeta alta de 2,2% em 2026
Foto: Marek Ślusarczyk (Tupungato) Photo portfolio / Wikimedia Commons (CC BY 3.0) (imagem ilustrativa)

O Fundo Monetário Internacional reduziu a previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. Segundo a Agência Brasil, os números anteriores, apresentados em julho, eram de 2,4% e 2,2%, respectivamente.

A revisão integra um cenário menos favorável para a América Latina. O crescimento regional esperado para este ano passou de 2,4% para 2,3%, enquanto a projeção de 2027 caiu de 2,7% para 2,5%.

Brasil e Argentina têm redução

Para a economia brasileira, o Fundo aponta juros ainda restritivos, retirada de apoio fiscal e incerteza global. Esses fatores aparecem como razões para a desaceleração esperada, sem significar que o resultado anual já esteja concluído.

A Argentina teve uma revisão mais acentuada: a expectativa para 2026 caiu de 3,5% para 2,1%. Para 2027, o Fundo passou a estimar 3,5%, ante 4% na previsão anterior.

O México seguiu uma direção diferente no curto prazo. A estimativa deste ano subiu de 1,2% para 1,5%, com destaque para exportações e estabilização do investimento. Ainda assim, a projeção mexicana de 2027 foi reduzida de 1,9% para 1,8%.

Energia afeta países de formas distintas

A revisão latino-americana ocorre mesmo com uma pequena elevação na previsão mundial de 2026, de 3% para 3,1%. O FMI relaciona a resistência global ao redirecionamento de suprimentos energéticos e aos investimentos ligados à inteligência artificial.

Na região, o choque de energia tem efeitos diferentes conforme o país exporta commodities ou depende de importação de combustível. A credibilidade das metas de inflação também influencia a resposta das economias, segundo a avaliação do Fundo.

Custos elevados de energia pressionam famílias e empresas e podem manter condições financeiras mais apertadas. O relatório ainda aponta riscos de turbulência nos mercados, encarecimento de dívidas e pressão sobre moedas de economias emergentes.

Os números são projeções, sujeitos a novas revisões. Para o Brasil, a mudança anunciada indica uma avaliação mais cautelosa do ritmo de atividade nos dois anos; não corresponde a um resultado já observado para todo o período.

Fontes consultadas
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