Política

Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e defende jornada flexível

Candidato diz ter proposta “infinitamente melhor” e quer que o trabalhador escolha a própria carga horária.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 18:21 · 2 min de leitura
Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e defende jornada flexível
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proposta que acaba com a escala 6x1 e defendeu que os trabalhadores tenham liberdade para definir a própria jornada. A declaração foi dada nesta terça-feira (6), em Brasília, depois de uma reunião com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Questionado sobre a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que trata do tema, o senador afirmou ter uma alternativa "infinitamente melhor", mas não deu detalhes. "Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária", disse.

Flávio citou como exemplo mães que não conseguem cumprir uma jornada diária de oito horas por não terem onde deixar os filhos. Para esses casos, prometeu criar um voucher que garanta vaga em creche privada quando não houver disponibilidade na rede pública, medida que, segundo ele, seria combinada à flexibilização da jornada.

"Nossa proposta é dar essa liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade, a sua necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais. Quem quer trabalhar menos, que não consegue trabalhar mais, vai ter o direito de priorizar outras coisas da sua vida", afirmou.

O candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por levar a discussão ao segundo turno. "O Lula, em 4 anos de governo, não faz. Agora, no meio do 2º turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele", declarou.

A PEC começou a ser discutida no plenário do Senado nesta terça-feira. O texto já foi aprovado pela Câmara, em maio, e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, além de estabelecer dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. A proposta precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, prazo que pode ser encurtado por acordo entre os líderes, e depende de ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse na segunda-feira (5) que a PEC não deve ser votada nesta semana. A mudança é uma das principais bandeiras da campanha de Lula à reeleição, enquanto o PL defende que empresas e funcionários negociem diretamente jornadas e condições de trabalho.

Flávio falou ainda sobre a articulação para ampliar apoios no segundo turno. Agradeceu publicamente o apoio de Romeu Zema (Novo), disse que a campanha iniciou conversas com o Republicanos e afirmou que iria a Goiânia receber o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Fontes consultadas
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