Fim da escala 6x1: como é a jornada de trabalho em outros países

Com a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 no Senado, na quarta-feira (14), o Brasil passa a integrar um grupo de países que vêm reduzindo a carga horária semanal. A jornada máxima cairá de 44 para 40 horas, com um período de transição.
Antes da decisão, a comparação internacional já era tema de debate. Chile, Colômbia e México discutiram seus limites de horas em 2026. O Chile e a Colômbia passaram a adotar 42 horas por semana, e o México só fará a mudança a partir de 2027.
Europa
Na Europa, os modelos variam bastante. A Bélgica permite concentrar a jornada em quatro dias. Portugal fez em 2023 um projeto-piloto de semana de quatro dias, com a participação de 41 empresas privadas.
França, Alemanha, Itália, Rússia, China e Japão adotam limites que vão de 35 a 40 horas semanais. Em todos eles há regras específicas para compensação de horas e para o pagamento de horas extras.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a legislação federal não estabelece um teto de horas semanais. A regra mais conhecida é o pagamento obrigatório de horas extras para quem trabalha além de 40 horas por semana. Por isso, a jornada efetiva depende muito de acordos coletivos e das leis de cada estado.
O que muda no Brasil
No modelo brasileiro, a escala 6x1 significa seis dias de trabalho para um de descanso. A PEC aprovada prevê a jornada de cinco dias com dois de descanso, e o texto tem prazos diferentes para a transição.
Com a mudança, o país se aproxima dos modelos de jornada de 40 horas adotados na maior parte das economias industrializadas. A diferença é que a redução ocorrerá de forma gradual, para que empresas e trabalhadores tenham tempo de se adaptar.
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