Cultura

Exposição gratuita em SP reúne 26 artistas para recontar a história do Brasil pelas margens

Margem de Dentro abre no Sesc Ipiranga com mais de 50 obras — pintura, escultura, arte têxtil, luteria e muralismo — de diferentes regiões do país.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 12:30 · 2 min de leitura
Exposição gratuita em SP reúne 26 artistas para recontar a história do Brasil pelas margens
Foto: Sesc/divulgação/Agência Brasil

A exposição Margem de Dentro: Não Vi o Bastante que Pensei Ter Visto Demais abriu nesta quarta-feira (7) no Sesc Ipiranga, em São Paulo, com entrada gratuita.

Projetada pelo artista visual e curador Claudinei Roberto Silva, a mostra reúne trabalhos de 26 artistas de diferentes regiões do país — mais de 50 obras que exploram pintura, escultura, gravura, fotografia, arte têxtil, luteria e muralismo.

A tese da exposição

Para o curador, a mostra fala da necessidade de aprofundar a experiência da democracia no Brasil — porque só esse aprofundamento é capaz de trazer à tona as muitas vozes que compõem a diversidade social do país.

*Margem de Dentro* busca lançar luz sobre narrativas historicamente invisibilizadas:

“A ideia é pensar naquela produção que foi menosprezada porque foi feita, por exemplo, por mulheres unidas nas periferias das grandes cidades vizinhas da capital”

Uma obra que resume a ideia

Claudinei cita o mural de Soberana Ziza, que promove um diálogo entre o interior e a cidade de São Paulo e aborda a migração histórica de famílias. A obra faz referência à Madrinha Eunice, a primeira mulher presidenta de escola de samba de São Paulo.

A valorização do que é feito à mão

Outro eixo central é a manualidade — obras criadas e manipuladas com as mãos, a partir de cimento, cerâmica, madeira e tecidos. Segundo o curador, essas produções resgatam técnicas ancestrais da África.

A exposição faz uma espécie de revisão de saberes tradicionais — ferramentaria, marcenaria e tecelagem —, gerando diálogo entre sabedoria popular e linguagem da arte contemporânea.

⚠️ É o ponto que diferencia a mostra de uma exposição de arte popular: aqui a técnica artesanal não é tratada como origem humilde de um artista, e sim como conhecimento que vale tanto quanto o repertório da academia.

Fontes consultadas
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