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Estudo aponta 81 profissões em retração no Brasil em seis anos

Levantamento da CNC mostra que cargos de supervisão e gerência lideram a perda de vagas. Supervisor administrativo perdeu 142,8 mil postos desde fevereiro de 2020.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 30 de setembro de 2026 às 23:13 · 2 min de leitura
Estudo aponta 81 profissões em retração no Brasil em seis anos
Office workers, Paris - UNESCO - PHOTO0000002920 0001.tiff. Foto: Dominique Roger / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 igo)

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) identificou 81 profissões que encolheram no mercado formal brasileiro nos últimos seis anos. O levantamento foi feito a pedido do jornal Estadão.

A conta parte de 500 ocupações, que juntas respondem por mais de 90% do emprego com carteira assinada no setor privado. Dessas, 81 registraram queda no estoque de empregados — cerca de 16% do total.

Quem mais perdeu vagas

Em números absolutos, entre fevereiro de 2020 e junho de 2026:

  • supervisor administrativo — 142,8 mil vagas a menos
  • gerente administrativo — 93,9 mil
  • gerente de loja e supermercado — 85,1 mil
  • supervisor de vendas comercial — 68,8 mil
  • gerente de vendas — 46,8 mil

Em termos proporcionais, a lista muda: supervisor de cobrança encabeça, com retração de 41,7% no período, seguido por supervisor de telemarketing e atendimento, com 41,1%.

O que os cargos da lista têm em comum

Quase todos são de supervisão e coordenação, em funções ligadas ao setor de serviços. São cargos cujo trabalho consistia, em boa parte, em reunir informação, conferir e repassar — exatamente o que planilha integrada, sistema de gestão e, mais recentemente, inteligência artificial passaram a fazer sozinhos.

"Cerca de 16% das principais profissões brasileiras já foram afetadas por uma combinação de novas demandas do fator trabalho com tecnologia", diz o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, responsável pelo estudo.

O salário também caiu

Segundo o estudo, essas mesmas ocupações tiveram queda de 43,2% no salário real de admissão no período, já descontada a inflação medida pelo INPC. É um sinal de que a procura por esses profissionais caiu — quando sobra candidato, o salário de entrada cede.

Como o número foi apurado

A base usada foi o estoque de empregados da RAIS, do Ministério do Trabalho, atualizado mês a mês pelo saldo do Caged. Foram considerados apenas trabalhadores do setor privado — o que deixa de fora servidores públicos e trabalho informal, que no Brasil não é pouco.

Fontes consultadas
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