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Entenda o linfoma não Hodgkin, câncer que causou a morte de Netinho

Doença atinge o sistema linfático e aparece sobretudo como linfoma de células B, que representa 85% dos casos; sinais iniciais incluem gânglios aumentados.
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 17:30 · 2 min de leitura
Entenda o linfoma não Hodgkin, câncer que causou a morte de Netinho
Foto: Netinho.com.br/Divulgação/Agência Brasil

O linfoma não Hodgkin foi o câncer que causou a morte do cantor Netinho. A doença atinge o sistema linfático, responsável por coletar o líquido chamado linfa e encaminhá-lo de volta à circulação. A linfa carrega células de defesa, os linfócitos, que são fundamentais para a imunidade e a proteção contra infecções.

Os linfócitos ficam concentrados nos gânglios, também chamados de linfonodos, que aparecem em regiões como pescoço, axilas e virilhas. No linfoma não Hodgkin, essas células sofrem mutações e se acumulam de forma desordenada nos gânglios e em outros órgãos.

Tipos mais comuns

Quando os linfócitos afetados são do tipo B, a doença recebe o nome de linfoma não Hodgkin de células B. Esse é o tipo mais frequente, presente em cerca de 85% dos casos. Existem ainda os linfomas de células T e os de células NK, bem menos comuns.

A hematologista Talita Maira Bueno da Silveira, do Hospital A.C. Camargo Cancer Center, explica que o tipo do caso do cantor é raro dentro do grupo B. Por isso, o diagnóstico exige análises detalhadas do tecido e da célula afetada, para definir o tratamento mais adequado.

Sinais que merecem atenção

O sinal mais comum é o aumento indolor de gânglios, que pode aparecer no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sintomas, como febre sem causa aparente, suor noturno e perda de peso sem explicação, também exigem avaliação médica.

Como esses sinais são comuns em infecções e outras doenças, o caminho mais seguro é procurar um médico quando eles persistirem por semanas. O diagnóstico é feito por biópsia e exames de imagem.

Tratamento

O tratamento depende do tipo do linfoma, do estágio da doença e da condição geral do paciente. Em muitos casos, a quimioterapia é a base do tratamento, podendo ser combinada com outras terapias. O acompanhamento com especialistas em hematologia e oncologia é essencial em todas as fases.

Fontes consultadas
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