Embraer entrega 66 aeronaves e cresce 6% no terceiro trimestre

A Embraer entregou 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026, avanço de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. O balanço divulgado pela companhia na sexta-feira, 2 de outubro, também mostra crescimento de 2% na comparação com o trimestre anterior. Segundo a fabricante, foi seu melhor terceiro trimestre em volume de entregas.
De janeiro a setembro, foram 175 aeronaves, frente a 153 nos primeiros nove meses de 2025. A diferença corresponde a crescimento de 14%. A empresa atribui o desempenho ao progresso das iniciativas para distribuir melhor a produção ao longo do ano.
Como as entregas se dividem
A aviação comercial respondeu por 22 aeronaves no trimestre. Metade foi do modelo E175 e metade da família E2. Esse segmento cresceu 10% tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual, quando as referências eram de 20 unidades.
Na aviação executiva, foram entregues 41 jatos, com volume estável em relação ao terceiro trimestre de 2025. A área de defesa somou três aeronaves: um KC-390 e dois A-29 Super Tucano. A soma dos três segmentos resulta nas 66 unidades anunciadas.
O acumulado de nove meses reúne 52 aeronaves comerciais, 115 executivas e oito de defesa. Esses recortes permitem acompanhar o resultado por unidade de negócio, em vez de atribuir toda a variação a um único tipo de avião.
Entrega não é sinônimo de nova encomenda
O balanço trata de aeronaves entregues aos clientes no período. Não é uma contagem de pedidos recém-assinados nem uma divulgação do lucro da companhia. Encomendas, fabricação, entrega e reconhecimento de resultados são indicadores diferentes da atividade empresarial.
As comparações também usam bases distintas. O avanço de 6% considera o mesmo trimestre do ano anterior; o de 2% compara períodos consecutivos de 2026. Já os 14% correspondem ao acumulado de janeiro a setembro. Os percentuais não podem ser somados para produzir uma taxa única.
O nivelamento da produção mencionado pela companhia busca reduzir a concentração de entregas em certos momentos do ano. A avaliação desse movimento exige observar a sequência de trimestres, além do número de um período isolado.
Metas seguem como projeção
A Embraer manteve a expectativa de entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais e entre 160 e 170 executivas em 2026. Essas faixas são projeções da empresa para o ano completo, não resultados já realizados.
O balanço divulgado agora encerra o terceiro trimestre. Assim, o cumprimento das metas depende também das entregas do último trimestre. Novos comunicados da fabricante permitirão comparar o volume final com as estimativas apresentadas.
O balanço comercial distribuiu as 22 entregas igualmente entre E175 e E2. Embora ambos participem do segmento de aviação comercial, são famílias diferentes. A divisão do trimestre não deve ser transformada em afirmação de que toda a produção da empresa ficou repartida dessa maneira.
No acumulado de janeiro a setembro, o peso da aviação executiva foi maior em quantidade de aeronaves. O número de unidades, porém, não informa sozinho a participação de cada área na receita, porque modelos e contratos têm valores diferentes. O relatório de entregas oferece uma medida física da atividade, enquanto as demonstrações financeiras respondem a outras perguntas.
O último trimestre será importante para o fechamento de 2026. Comparar sua produção com as faixas projetadas exige observar o segmento correto: a meta da aviação comercial não inclui os jatos executivos ou os equipamentos de defesa contabilizados no total geral divulgado agora.
Os dados confirmados até setembro apontam aumento do total de entregas e crescimento da aviação comercial. A distribuição entre os segmentos mostra, ao mesmo tempo, que o ritmo de avanço não foi uniforme em todas as áreas da companhia. O relatório oficial discrimina as entregas por área de negócio.
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