Política

Eleição no Rio depende do TSE: votos de Garotinho podem eleger Ruas

Se o recurso for retirado e os votos anulados, candidato do PL passa de 50% e vence sem segundo turno; OAB-RJ pede decisão rápida
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Redação Bastidor Brasil
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 21:44 · 2 min de leitura
Eleição no Rio depende do TSE: votos de Garotinho podem eleger Ruas
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ainda não tem desfecho definido, e a resposta está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dependendo do que a corte decidir sobre a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), o deputado Douglas Ruas (PL) pode ser declarado eleito já no primeiro turno, sem precisar enfrentar Eduardo Paes (PSD) em 25 de outubro.

O nó está nos votos de Garotinho. Ele teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), mas a decisão saiu depois do fechamento do sistema das urnas, e por isso seu nome apareceu para o eleitor no domingo (4). Garotinho recorreu ao TSE e depois pediu para desistir do recurso.

A conta que muda tudo

Pelos números divulgados, Ruas teve 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos válidos. Paes somou 3.706.984 votos (42,76%) e Garotinho, 274.411 (3,17%).

Se o TSE aceitar a desistência, a decisão que barrou Garotinho se torna definitiva e os votos dados a ele são anulados de vez. Com isso, o total de votos válidos encolhe e o percentual de Ruas passa de 50%, o que basta para vencer no primeiro turno. Caso contrário, Ruas e Paes seguem para a segunda rodada.

Na terça-feira (6), o Ministério Público Eleitoral enviou ao TSE parecer favorável ao pedido de Garotinho para retirar o recurso. A corte marcou para quinta-feira (8) um julgamento que pode definir a situação.

OAB-RJ cobra pressa

A presidente da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Ana Tereza Basilio, defendeu que o tribunal decida com rapidez. Segundo ela, a resposta precisa sair antes dos prazos do segundo turno, para dar segurança jurídica ao estado e evitar que eleitores, partidos e a própria Justiça Eleitoral se preparem para uma votação que talvez nem aconteça.

A preocupação é prática. O segundo turno exige logística, convocação de mesários e propaganda no rádio e na TV, que volta a ser exibida na sexta-feira (9) para as disputas que continuam.

Quem é cada um

Douglas Ruas disputou pelo PL, o mesmo partido de Flávio Bolsonaro, que está no segundo turno da eleição presidencial. Eduardo Paes concorreu pelo PSD. Garotinho, ex-governador do estado, foi solto recentemente do presídio de Benfica, onde estava detido no âmbito da Operação Secretum Domus.

Até a decisão do TSE, a situação do Rio segue indefinida: o estado pode ter um governador eleito ou mais três semanas de campanha.

Fontes consultadas
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