Desemprego fica em 5,3%, a menor taxa para agosto desde 2012

A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pnad Contínua, do IBGE. É a menor marca para o período desde 2012, quando começou a série histórica da pesquisa.
O resultado veio em linha com o que o mercado esperava, que era estabilidade no mesmo 5,3% do trimestre encerrado em julho.
Os números por trás da taxa
- população ocupada: 103,5 milhões — recorde da série, com 774 mil pessoas a mais que no trimestre anterior
- desocupados: 5,8 milhões, ante 6,1 milhões no trimestre encerrado em maio
- a taxa caiu 0,3 ponto percentual tanto contra o trimestre encerrado em maio quanto contra o mesmo período de 2025, quando estava em 5,6%
O que o IBGE diz sobre o fôlego
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o motor do resultado foi o aumento das contratações somado à entrada de pessoas no mercado de trabalho.
“Não posso falar em perda de fôlego. Em momentos como esse, as reduções tendem a ser menores porque estamos em um limite”
A leitura, sem empolgação
A frase do IBGE é a parte mais útil do dado. Taxa de desemprego muito baixa custa a cair mais, porque sobra pouca gente procurando trabalho — e a partir daí as variações mensais dizem menos sobre a economia e mais sobre quem entrou ou saiu da conta naquele mês.
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