Brasil

Deputada mais jovem já eleita no Brasil denuncia ameaças de estupro na campanha

Aos 21 anos, Ana Elisa foi a 2ª mais votada de Minas e terá escolta. Mensagens incluem ataques racistas e um e-mail assinado por quem se diz da Ku Klux Klan.
Compartilhe:
Redação Bastidor Brasil
Publicado em 8 de outubro de 2026 às 19:30 · 2 min de leitura
Deputada mais jovem já eleita no Brasil denuncia ameaças de estupro na campanha
Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A deputada federal eleita Ana Elisa denunciou ameaças recebidas durante a campanha. Segundo a parlamentar, as mensagens incluem ataques machistas, racistas e ameaças de estupro.

Dados pessoais dela foram expostos — endereço residencial, número de telefone e documentos. Por causa disso, o partido contratou segurança armada.

“Chegando em Minas Gerais, já terei escolta”

O e-mail assinado pela Ku Klux Klan

Ela já havia divulgado nas redes sociais o print de um e-mail recebido em 5 de setembro. Nele, o autor se diz integrante do grupo de extrema-direita e supremacista branco Ku Klux Klan, afirma que pessoas como ele não toleram mulheres pretas em espaços de poder e descreve como pretende estuprá-la.

Quem é ela

  • 524.219 votos, a 2ª mais votada de Minas Gerais para a Câmara, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL)
  • a mulher mais votada da história de Minas para a Câmara dos Deputados
  • a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil, aos 21 anos

Nascida em Divinópolis, no centro-oeste mineiro, é estudante de direito e trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais. Conta que conheceu a política ao frequentar um sindicato com a mãe. Ficou conhecida nas redes fazendo vídeos sobre política, direitos sociais, racismo, feminismo e educação: chegou a quase 2 milhões de seguidores no Instagram durante a campanha, e já passa de 3 milhões.

⚠️ O caso não é isolado — e o número mostra isso

No fim de setembro, organizações da sociedade civil entregaram ao TSE um documento com denúncias de violência contra mulheres candidatas em 2026, incluindo violência física e verbal, ataques e ameaças de morte e estupro.

Dados do próprio TSE mostram que a violência política de gênero cresceu 11 vezes entre 2022 e 2026.

Onde denunciar

Mulheres em situação de violência política — e qualquer pessoa que saiba de um caso — podem comunicar o fato ao Ligue 180, ao Ministério Público Eleitoral, à Justiça Eleitoral e à autoridade policial.

Fontes consultadas
Compartilhar: WhatsApp Facebook X Telegram

Leia também

O resumo do dia, no seu e-mail

Uma mensagem por dia com o que importa. Sem spam, e dá pra sair quando quiser.

Este site usa cookies para medir audiência e exibir publicidade. Ao continuar, você concorda. Saiba mais.